segunda-feira, 26 de maio de 2008

12ª Parada do Orgulho GLBT


Foi uma festa típica, democrática e paulistana: colorida, discutida, politizada e alegre. Ninguém arrisca os números de participantes porque certamente havia menos que em 2007. Chuto uns dois milhões. Está ótimo para uma festa que celebra a diversidade e a inclusão. A infra-estrutura foi profissional: bombeitos, policiais militares, guarda metropolitana, pessoal de trânsito, banheiros públicos ao longo do trajeto, postos médicos e informação (em português e em inglês) para todo mundo. Houve farta distribuição de camisinhas e o caminhão do Ministério do Turismo distribuiu bandanas rosa com a inscrição: Diversidade: o Brasil fica mais bonito assim.
Algumas empresas decoraram suas fachadas: Caixa Federal, Conjunto Nacional, lanchonete Bob´s e Citibank. O público compreendia diversos segmentos: idosos, grupos étnicos, crianças com pais ou avós, homens e mulheres das várias opções sexuais e a garotada se divertindo de forma desencanada. Houve poucos incidentes (um atropelamento, algumas brigas isoladas) e muita gente, cada um na sua.
Vi a Parada de dois ângulos: a bordo do trio do Ministério do Turismo (a ministra Marta Suplicy ficou desde o início até perto do final, na Av. Consolação) e depois nas ruas. O clima estava tranquilo e carnavalesco. Cerca de 30 alunos e alunas da USP-Leste aplicaram pesquisas para a SP Turismo. Foi marcante o apoio financeiro e organizacional que a Prefeitura de São Paulo realizou, assim como o apoio institucional do Governo Federal, Caixa federal e Ministério do Turismo.
A Parada, assim como qualquer manifestação de inclusão social, é importante para confirmar e fortalecer espaços conquistados. Espaços na mídia, na política, cultura e economia, na sociedade em geral. Mas um espaço importante é a rua, o espaço urbano tomado pela manifestação.
O tema da Parada foi oportuno: Por um estado laico, sem privilégios ou discriminação. Os religiosos que professam ódio contra o prazer e a liberdade, hetero ou homossexual, representam o que há de pior na sociedade: o ressentimento, tendências autoritárias fascistas e sintomas de repressão ou frustração sexual em si mesmos.
Quanto às críticas sobre uma certa vulgaridade e apologia da farra na Parada, imagino que política de inclusão sexual se faz transando. Deixa o povo se divertir. Com camisinha, sem drogas pesadas, maneirando o álcool e agradecendo a Deus pela festa.

Um comentário:

Maria das Graças Venancio disse...

Pois é.... Trigo queria eu estar lá nem q fosse só por minutos,mas q pudesse estar prestigiando a causa tão NOBRE mesmo deste povo q precisa parar de ser esculachado,e olharem com olhos mais abertos,pois existem problemas nos quais as pessoas teem mais do q se preocuparem e não perderem o tempo delas com isso.Estas pessoas do qual participaram são pessoas mais normais do q nós imaginamos!Conheço e tenho pessoas na familia q vc conhece q são para mim as melhores pessoas,pois são mais verdadeiras e humanas do q muitas q se vestem de SANTA,e nem chegam perto de serem melhores.Não existe diferenças,existem idéias diferentes,comportamentos diferentes,e maneiras de se agir fora do padrão normal q esta sociedade,teima e insiste em dizer q é a correta!Cada qual na sua!
Respeito,precisamos disso um pouco de cada pessoa q encontramos já ajuda ter uma sociedade melhor!
Continue a participar e fazendo sua parte como um grande e maravilhoso cara q conhece o pouco de quase tudo,né?
bjos
Gracinha