sábado, 28 de dezembro de 2013

Retrospectiva existencial de 2013




Foi um ano intenso e emocionante. Grandes crises, brigas, viagens, vitórias, amores, espiritualidade, risadas, aprendizados, espantos e satisfações. Teve de tudo, em doses generosas. 

Não farei ranking top five de cada categoria, nem listas ordenadas. Farei de acordo com a intensidade dos eventos na memória, o arquivo de fotos (portanto, tem uma ordem cronológica), o prazer que tive com as diversas experiências e o que pude aprender ou gargalhar com elas. 




Comecei o ano em grande estilo, com o amigo Sidnei, sua esposa Ana e outros familiares. Foi em Girona, Catalunha, em um frio gostoso e na paz do interior europeu.



De madrugada fui beijar a bunda da leoa, uma tradição local destinada aos visitantes. Se beijarem, voltam. Lambi o rabo da criatura para voltar sempre.


Fiz amizade negociada com essa criatura, o Djou: ele não me morde e eu não o mordo. O pequeno monstro gosta de cerveja, adora o bar e late para os excluídos, apesar de nossas lições cívicas e espirituais. Pertence ao casal Edmur e Viviane e à Maria, princesinha da casa.



Numa das viagens à Fortaleza fui conhecer o novo Centro de Convenções. Quem me levou foi Luzia Neide Coriolano, companheira dos momentos turísticos e bem humorados. Em 2014, o seminário da ANPTUR será em Fortaleza. 





O mês de junho foi marcado pelos protestos em todo o Brasil. Fui em alguns, em São Paulo, como essse acima, na Praça da Sé.




Foi na noite em que atacaram a Prefeitura e incendiaram um carro de reportagem. Não fiquei no centro do tumulto porque detesto gás lacrimogêneo e já passei da idade de brigar com a polícia.


Sair com amigos é sempre um programão. Não lembro o jogo que assistimos, mas foi bem divertido.



 Nas férias de julho passei uma semana em Belém, visitando um velho amigo. Aí está a flor da vitória-regia se abrindo em um dos lagos do Jardim Botânico.    



 No final de julho fui fazer exercícios espirituais no mosteiro jesuíta de Itaici, interior de São Paulo. Foi ótimo, pois o segundo semestre foi bem caótico e tumultuado na Universidade.  




 Também em julho recebemos a visita de duas primas de Portugal, as meninas Vitória e Beatriz, que foram recebidas em várias casas, e também em Campinas, na sede matriarcal de nosso clã.   


 Os mestres Eacheanos Uvinha, Panosso, Edmur e Sidnei (o mesmo do reveillon), durante uma reunião informal em casa para tratarmos de assuntos escatológicos e iconoclastas. Nessa época sonhávamos com o mestrado em Turismo, que tornou-se realidade em dezembro.



 Papai fez 78 aninhos de vida e fui para Curitiba, comemorar junto com ele e a Marli, sua esposa. 


 O dia 8 (ou 9) de setembro viu surgir essas placas no campus da USP-Leste. Ali começava a maior crise que a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP viu em sua breve história. O dia 11 de setembro foi marcado por uma assembleia que votou a saída do diretor (licenciado até o final do mandato, em janeiro de 2014) e a campanha eleitoral foi antecipada. No dia 1 de outubro, a reunião do Conselho Universitário da USP terminou em tumulto e na invasão da Reitoria, um movimento que durou semanas. Com a eleição da nova diretora da EACH e no novo Reitor da USP, espera-se que a situação se normalize em 2014 e todas as partes se entendam para que o projeto não seja definitivamente comprometido. Essas crises são importantes para garantir maturidade à instituição e para melhorar procedimentos e métodos administrativos. Para mim foi um aprendizado bastante rico. Ver e analisar atitudes, palavras e versões que as pessoas expressam é a fonte primordial das relações humanas e da compreensão humana, seja das suas qualidades, seja de suas limitações e traumas.

 

Crepúsculo na volta do nordeste brasileiro. Momento de começar a pensar sobre o final do ano, os acontecimentos e os planos...




O seminário da ANPTUR - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo, foi em Caxias do Sul (RS), na Universidade de Caxias do Sul. Carlos Costa (Portugal), Dinitruis Bouhalis (Grécia, vivendo no Reino Unido) e John Tribe (não aparece na foto, de Surrey) foram algumas das estrelas internacionais convidadas. 


O teto da Igreja de São Pelegrino, em Caxias do Sul, pintado por Locatelli. Ganhei um livro magnífico sobre seus trabalhos, produzido pelo amigo Luiz Ernesto Branbatti (Caxias do Sul: Ed. Belas Letras, 2008).
 

Meu 19º livro ficou pronto em outubro, a tempo de ser lançado na ANPTUR. Mas antes fiz um lançamento privado em casa, para alguns familiares.
 

No final de outubro o Prof. Sarti e eu levamos 100 alun@s para Curitiba, em uma visita técnica. Fomos de avião e curtimos a cidade e suas atrações.


No final de novembro fui a um seminário em Portugal, na Universidade de Aveiro, mas antes passei por Lisboa onde reencontrei o amigo João Pereira.


Com os primos e primas em Lisboa, em um reencontro sempre agradável, divertido e que deixa saudades a cada partida.

Na Universidade de Aveiro com Silvia Held, Marcicano e Regina (colegas da EACH que também estavam em Portugal) e com Carlos Costa, catedrático da Universidade na área de turismo.


Aveiro é um desses lugares para onde a gente sempre  volta com prazer. 


Autofoto em uma vitrine hiper espelhada de Lisboa. 


Caminhar pelas margens do Tejo no outono é ótimo para pensar na vida, no mundo e sentir o prazer do ar puro nas ventas e pulmões. Atmosfera atávica.


A Semana de Lazer e Turismo na EACH foi um evento descolado. Na foto o Prof. Ricardo Uvinha com nossas alunas. Uvinha ganhou o prêmio de excelência acadêmica na EACH e em toda a USP, uma honra para nossa unidade em um ano tão difícil. 


Reinaldo e Juliana foram os mestres organizadores do evento, com muito bom humor e dedicação, as usual. 


Aí estamos, Edmur e eu, com algumas das alunas de Lazer e Turismo que organizaram o evento. 


E no dia 17 de dezembro teve o lançamento oficial do meu livro na Cultura, do Shopping Iguatemi. Aí estão Beth Frommer, Andrea Kogan e Mariana Aldrigui comigo. 


Mário Beni e Bacal, marido de  uma das homenageadas por mim, a saudosa Sarah Bacal, estiveram presentes.


Assim como os amigos históricos: Marcos, Claudia, Eduardo e Geraldo.


E os colegas Moshizuki, Uvinha e Panosso. No dia seguinte comemoraríamos nossos novos mestrados, em Educação Física e em Turismo na EACH-USP. O ano terminava em grande estilo. 


Foi neste ano que completei 30 anos de graduado em turismo na PUC-Campinas.
Eu na festa da formatura, novinho e com cabelos.


E o Natal foi em Campinas, com boa parte da família. Na casa da matriarca, a prima Vanira.

Livros... Li bastante esse ano e pretendo ler mais em 2014. Eu anoto tudo o que leio, por um velho hábito acadêmico (neurose?). Alguns textos que me deixaram refestelado de prazer, seja pela estética da obra, ineditismo do tema ou pelo conteúdo instigante, foram esses:


Los desterrados. Horácio Quiroga. San Bernardino, California. 2010.  

El último jesuíta (romance histórico). Pedro Miguel Lamet SJ. Madrid: La esfera de los libros, 2011. 

Terra sonâmbula. Mia Couto. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Meridiano de Sangue. Cormac Mc Carthy. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. Puta livro fantástico

O português no século XXI. Luiz Paulo de Moita Lopes (org.). São Paulo: Parábola, 2013. 

História de Gabriel Malagrida. Paul Mury SJ. São Paulo: Loyola, 1992. 

O filho de mil homens. Walter Hugo Mãe. São Paulo Cosac Naify, 2011.  

Sudd. Gabi Martinez. Rio de Janeiro: Rocco, 2010. 

A civilização do espetáculo. Mário Vargas Llosa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. 

Sesenta relatos. Dino Buzzati. Barcelona: Acantilado, 2006. 

Acredite, estou mentindo – Confissões de um manipulador das mídias. Ryan Holiday. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2012. 

Li muitas outras coisas, mas entendo que esses merecem ser citados pelo prazer que me suscitaram ao ler a lista e relembrar as ideias e sensações suscitadas. Enfim, foi pelo tesão intelectual.

E agora, que venha 2014.

 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Guia básico para Exame de Consciência sobre o ano que passou




Preparando o ambiente 

Se você vive no Brasil, provavelmente o ano foi agitado. Se você ainda tem a sorte de trabalhar em lugares instigantes e complicados, então o ano foi uma montanha-russa de emoções, nem todas devidamente ordenadas. E ainda tem os amig@s, parentes, casos, transas, flertes, safadezas divertidas e flanadas mirabolantes pelos cantos do mundo. 

 Então, no final do ano, é bom relembrar algumas coisas, seja para celebrar e tentar repetir o bom tesão, seja para confirmar que algumas coisas devem ir mesmo para a lata de lixo da história. Enfim, o importante é tirar diversão e aprendizado (nessa ordem) de tudo que rolou. 



Melhor que falar sobre os meus melhores ou piores momentos, é você lembrar os seus próprios caminhos, opções, sensações, experiências e cultivar as memórias deste 2013, que se vai a cada segundo pelo ralo do tempo. E o que é o tempo? Ninguém sabe direito, mas já o Santo Agostinho escarafunchava conceitos e preceitos sobre essa vertente tão intocável do universo. 


 Para estimular seu tesão memorial, preparei este pequeno guia básico para fazer um Exame de Consciência sobre o ano que passou.

É só ler e responder, seja para você mesmo (os outros não tem, necessariamente, que saber tudo a nosso respeito), ou para os que merecem compartilhar fragmentos de nossos momentos. 


Lista dos destaques existenciais no ano que passou:

A coisa mais legal que aconteceu comigo: 

A(s) melhor(es) transa(s):

Uma experiência memorável (além da melhor transa): 

Um(a) verdadeiro(a) amigo(a):

Um(a) babaca ressentido(a), para eu nunca mais me relacionar:

Uma pessoa bem chata:

Uma pessoa bem legal:

Uma mala:

Uma pessoa de bem com a vida:

Um(a) ganhador(a):

Uma(a) perdedor(a): 

Um exemplo:

Um contra exemplo: 

Uma lição (aprendida): 

Uma lição (ensinada): 

Um livro: 

Um beijo:

Uma viagem:

Uma coisa engraçada:

Uma pessoa engraçada:

Uma pessoa ridícula:

Um paradoxo:

Uma contradição:

Um coice bem dado:

Um coice bem recebido:

Um dinheiro bem gasto em...

Um desperdício de tempo:

Um desperdício de dinheiro:

Uma surpresa deliciosa:

Uma critica:

Um aplauso:

Uma ilusão:

Uma confirmação:

Uma decepção:

Uma satisfação:

Algo que eu quero repetir em 2014:

Algo que eu quero repetir em 2014, 1015, 1016...:

Algo que eu não faço nunca mais (mesmo):

Algo que eu não faço nunca mais (mas não tenho certeza):

Um afeto sincero que nos encerra na paz:

O que agradecer (ao mundo, às pessoas, a Deus, à natureza, aos seus delírios...):

Alguma outra coisa importante para você que eu não pensei mas deveria ter pensado: 

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

VI Seminário AVIESP

Mal cheguei de Lisboa, peguei o carro em São Paulo e fui até Campinas (uns 90 km. de Sampa), minha cidade. Na segunda-feira aconteceu o VI Seminário da Associação dos Agentes de Viagens do Interior de SP - AVIESP.







O evento foi no The Royal Palm Plaza Resort, um dos complexos hoteleiros mais descolados do país, certamente o melhor empreendimento do interior de São Paulo.

Se você não conhece, dê uma boa olhada: http://www.royalpalm.com.br/


Apesar do dia nublado, o clima estava ótimo para encontrar os amigos, conversar e ouvir as novidades da área.


O primeiro painel foi com Antonio Dias, do The Royal Palm Plaza; Gianfranco Beting, da Azul Linhas Aéreas; Juarez Cintra. da Ancoradouro; staff da Aeroportos Brasil e da Prefeitura de Campinas. Logo depois teve duas palestras, uma com Gabriela Otto (sobre o impacto das gerações no turismo) e a outra com Luciane Quadro, do Sebrae, sobre inovação e turismo.



Fernando Silva Santos (esquerda) é o Vice-Presidente da Aviesp e Marcelo Gomes Matera é o presidente. Eles e a equipe escolheram mais uma vez Campinas para sediar esse importante evento do interior paulista.


William Périco (esquerda) foi o presidente durante alguns anos, logo após a morte de José Carlos Rocha Vieira, que mais tempo ficou na presidência da entidade. Ao seu lado está Juarez Cintra, da Ancoradouro Turismo, uma das grandes representações nacionais. 





A Casa de Campo, salão de eventos do hotel, ficou lotada os agentes de viagem de todo o estado de São Paulo. No período da tarde, outros painéis e palestras proporcionaram aos agentes um maior conhecimento de mercado, tendências e possibilidades sobre o setor de serviços em geral e do turismo, em particular.




Marcelo Lopez (PUC-Campinas), eu e Luiz Timossi (Esferatur). Os dois são velhos amigos e, em certo momento, fomos colegas da PUC-Campinas.


Antonio Dias, diretor-presidente do The Royal Palm Plaza Resorts, Alexandra Caprioli, empresária e Diretora de Turismo de Campinas e Fernando Vernier, Coordenador Executivo do Campinas e Região Convention Bureau.  Campinas possui duas vertentes de desenvolvimento atuais: a ampliação e construção de um novo terminal no aeroporto de Viracopos, realizada pela Aeroportos Brasil, concessionária do empreendimento; e o Centro de Convenções de Campinas, que deverá ser lançado em 2014, incluindo a construção de um hotel  econômico (300 apartamentos) e um hotel quatro estrelas (170 apartamentos).  É um empreendimento do The Royal Palm Plaza Resorts, que transformará o já imenso projeto, em um dos maiores complexos hoteleiros de eventos e lazer no país.  



O céu carregado de nuvens da segunda-feira não negou um desses crepúsculos solenes.  Para 2014, o Seminário deverá ser realizado em conjunto com a feira da Aviesp.














sábado, 23 de novembro de 2013

Portugal - nuances de sombras e luzes no Cemitério dos Prazeres


Texto e fotos: Luiz Gonzaga Godoi Trigo

Lisboa é também chamada de luzboa, devido à luminosidade mais meridional que banha o país.


Mesmo no outono e inverno, nos dias ensolarados, a região da bacia mediterrânica (apesar de Lisboa estar à beira do Atlântico), é muito mais luminosa que o norte cinzento da Europa, com suas chuvas e nevoeiros. Essa fonte de luz e água, no Chiado, mostra como a cidade se veste quase todo o ano de alto astral.



No final  de semana fiz um passeio que há tempos desejava. Tomei o elétrico (bonde) em frente ao Hotel Mundial, no centro, da famosa linha 28, e percorri ruelas estreitas, com casarões antigos, esplanadas à beira de pequenos precipícios urbanos e igrejas fantásticas como a do Condestável e a Basílica da Estrela. 



Meu destino era o ponto final. Um parque verde e amplo que abriga um dos fascínios lisboetas.


O famoso Cemitério dos Prazeres. Assim como algumas cidades brasileiras possuem cemitérios charmosos, com túmulos artísticos e antigos (sem falar de Buenos Aires, com La Recoleta, ou o cemitério de Punta Arenas, no Chile, sobre o qual já postei), Lisboa nos apresenta esse paradoxo estético entre a pujança da vida e a realidade serena da morte. 



Há centenas de obras de arte tumulares, baseadas no cristianismo, na maçonaria, na gnose ou simplesmente na política.


Com todo respeito, essa afirmação de pertencimento é absolutamente deslocada da dimensão que a morte nos reserva. O pertence escrito no topo do mausoléu é uma ficção baseada no título de propriedade (são sepulturas eternas, outra palavra imprópria) que nada garante ser definitivo. Os etruscos, romanos, egípcios e gregos antigos; os maias e aztecas; todos os povos que passaram pelo planeta sabem que o pó humano se mescla ao pó do planeta depois de alguns meros séculos e, geralmente, torna-se anônimo.  Pode ficar, em alguns poucos casos, a memória histórica, mas a matéria se esvai no fluxo da vida e da morte.


Tampouco é necessário desprezar nossa vida atual. Ela existe, pulsa, ri e chora. A existência humana clama sua presença e cada um de nós sente isso, desde nossa alvorada até o momento que caímos no sono, seja no sentido literal cotidiano, existencial ou metafórico. Mas cada um escreve o que bem entender na sua tumba, nos seus livros e na sua vida.


Os fundos do cemitério, localizado em uma esplanada elevada, se abrem para o rio Tejo e a ponte 25 de Abril. 



No silêncio do parque, com suas árvores e necrópoles de mármore, a vista formosa da cidade nos lembra que a vida possui uma força inexorável.


É interessante ver como alguns se valeram de amigos ilustres para falar sobre sua existência.


Anjos exuberantes e silenciosos nos lembram que a transcendência é uma possibilidade, algo que incendeia o imaginário. Ao mesmo tempo, no céu ... 


... jatos comerciais deslizam ruidosamente, preparando-se para aterrar no aeroporto, localizado não muito longe.


Os ciprestes e as colunas marmóreas, memoriais insistentes que tentam superar a efemeridade existencial, fornecem uma paisagem serena.


Uma paisagem "humana, demasiadamente humana"...


Ao sair dali, pegando o bonde de volta, resta o sabor das castanhas assadas que nos lembra o final do ano, nascimento da luz...


... e o passeio ao pé do rio Tejo, quase ao crepúsculo. Quando a tarde cai nessa cidade, que conheceu tantas glórias e horrores, tantas aventuras e delírios, é hora de pensar onde comer e beber uma taça de vinho em honra dos vivos e mortos, em honra de nós mesmos.

Obs.: Visitei o cemitério no final da semana passada e só hoje postei (passei a semana em atividades acadêmicas, no Porto e na Universidade de Aveiro). Nesse período, tivemos duas perdas, colegas da EACH-USP que se foram. Deixo as reflexões, especialmente essa última foto, com as águas e a luz, como homenagem às suas memórias e aos momentos que compartilhamos juntos.