sábado, 12 de junho de 2010

Cuiabá - Instituto Federal do Mato Grosso

Texto e fotos: Luiz Gonzaga Godoi Trigo

Hoje de madrugada em Cuiabá, dopado de sono e ainda ruminando o peixe de ontem (que estava ótimo) ...

... olhava a máquina iridiscente, brilhando sob a primeira alvorada, que me traria de volta a São Paulo. Êta manhã de sol no cerrado! Ontem fui ao Choppão, um bar tradicional de Cuiabá, levado por um casal amigo (Luciene e Lincoln) e o Panosso. Como estávamos sem fome, o Panosso comeu dois pratos fundos de escaldado - uma super-sopa de ovo, frango e mandioca, deliciosa, por sinal - e eu comi um prato de peixe frito (além de experimentar o escaldado). Dormimos pouco mas cumprimos o dever. E o dever não era só gastronômico.

Panosso e eu fomos banca de seleção de novos professores do Instituto Federal do Mato Grosso, nas áreas de eventos e turismo. Foi um mega-concurso para umas trinta áreas com mais de oitocentos candidatos, que movimentou Cuiabá. O IFMT (antigo Cefet) foi ampliado no atual governo e hoje tem campi (além de Cuiabá, a mais de um século) em Cáceres, São Vicente, Barra do Garças, Campo Novo do Parecis, Confresa, Juína, Pontes e Laerda e Rondonópolis. A foto acima é de um dos corredores do IFMT de Cuiabá ...

... que tem pátios imensos, área esportiva e uma amplidão para garantir ensino médio e superior de primeira.

Isa Mara, pedagoga sediada em Goiás, e Panosso descansando um pouco entre as aulas.

Vista de Cuiabá, do segundo andar do IFMT. Para quem não sabe, a história da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica, começou em 1909, quando o então presidente da República, Nilo Peçanha, criou 19 escolas de Aprendizes e Artífices que depois deram origem aos Cefets (1978). Em 1937, foram criados Liceus Profissionais; em 1942, outras Escolas Industriais e Técnicas; em 1959, Escolas Técnicas e, em 2008, essa teia passou a chamar-se Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.



Isa Mara, Panosso e eu trabalhamos ontem das 07h00 às 21h00; assistimos as aulas de 12 candidatos (as), selecionamos alguns (as) e ficamos felizes em ver o bom nível da turma que procurou se inserir na educação federal. É importante que, ao lado da rede de universidades públicas e privadas de qualidade, existam os institutos federais de formação qualificada, média ou tecnológica, para garantir a continuidade do desenvolvimento do país. Ficamos felizes em dar nossa contribuição a esse grande projeto nacional que está em expansão.

Veja a estrutura e características da rede, tiradas do site: http://redefederal.mec.gov.br/

HISTÓRICO

A história da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica começou em 1909, quando o então presidente da República, Nilo Peçanha, criou 19 escolas de Aprendizes e Artífices que, mais tarde, deram origem aos centros federais de educação profissional e tecnológica (Cefets).

Tida no seu início como instrumento de política voltado para as 'classes desprovidas', a rede federal se configura hoje como importante estrutura para que todas as pessoas tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas.

Foi na década de 1980 que um novo cenário econômico e produtivo se estabeleceu, com o desenvolvimento de novas tecnologias, agregadas à produção e à prestação de serviços. Para atender a essa demanda, as instituições de educação profissional vêm buscando diversificar programas e cursos para elevar os níveis da qualidade da oferta.

Cobrindo todo o território nacional, a rede federal presta um serviço à nação ao dar continuidade à sua missão de qualificar profissionais para os diversos setores da economia brasileira, realizar pesquisa e desenvolver novos processos, produtos e serviços em colaboração com o setor produtivo.


REORDENAMENTO

No ano de seu centenário, a rede federal dá mais um salto de qualidade. Desde 29 de dezembro de 2008 , 31 centros federais de educação tecnológica (Cefets), 75 unidades descentralizadas de ensino (Uneds), 39 escolas agrotécnicas, 7 escolas técnicas federais e 8 escolas vinculadas a universidades deixaram de existir para formar os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

São 38 institutos federais presentes em todos estados, oferecendo ensino médio integrado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas. Também integram os institutos as novas escolas que estão sendo entregues dentro do plano de expansão da rede federal.

Essa rede ainda é formada por instituições que não aderiram aos institutos federais, mas também oferecem educação profissional em todos os níveis. São dois Cefets, 25 escolas vinculadas a universidades e uma universidade tecnológica.

Imagem ilustrativa do reordenamento da Rede Federal: Em 1937 - Liceus Profissionais; 1909 - Escolas de Aprendizes e Artífices; 1942 - Escolas Industriais e Técnicas;1959 - Escolas Técnicas; 1978 - Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETS);  2008 - Institutos Federais de Educação Científica e Tecnológica.



EXPANSÃO

A rede federal está vivenciando a maior expansão de sua história. De 1909 a 2002, foram construídas 140 escolas técnicas no país. Nos últimos sete anos, porém, o Ministério da Educação já entregou à população várias unidades das 214 previstas no plano de expansão da rede federal de educação profissional. Além disso, outras escolas foram federalizadas.

Todas as unidades em obras serão concluídas até 2010. O MEC está investindo R$ 1,1 bilhão na expansão da educação profissional. Em 2010 o número de escolas ultrapassará as 354 unidades previstas. Serão 500 mil vagas em todo o país.

Gráfico que demonstra estimativa de crescimento da Rede Federal de 140 instituições em 2002 até 366 em 2010.


2 comentários:

luciene disse...

A noite ontem além de divertida foi altamente proveitosa!!! Estar ao lado de vcs dois além de ser uma prazer é uma aprendizado. Espero que voltem mais vezes a Cuiabá e com mais tempo, quero muito levá-los em lugares legais. Mas ontem a canseira foi demais...
Bjussssss

Mari Aldrigui disse...

Propaganda politico-partidaria?
Como assim?