quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

“Você vive em um país perfeito para viajar”





Quando assisti ao último filme publicitário da Embratur não contive a gargalhada. É muita desfaçatez e cara-de-pau afirmar uma coisa dessas. Ou eles não conhecem o Brasil (improvável), ou não sabem o que é “perfeito”  ou, mais seguramente, ignoram o que significa viajar decentemente na segunda década do século 21.

Segundo o release, O novo filme criado pela Artplan para o Ministério do Turismo entrou no ar em dezembro, no início do verão. O objetivo é incentivar o turismo interno e apresentar ao público alternativas de roteiro, como viagens por regiões serranas, turismo ecológico, além, é claro, das regiões de sol e praia. Com o conceito “você vive em um país perfeito para viajar”, o filme faz os brasileiros perceberem que nasceram e moram em um lugar onde o mundo inteiro tira férias. A campanha tem filmes de 60” e 30”, veiculados em TV aberta e fechada em todo o Brasil.

Esse tipo de frase infeliz tem a ver com aquela pérola “O melhor do Brasil é o brasileiro.” Ótimo, o melhor da Rússia são os russos, o melhor da Argentina são os argentinos e o melhor da Inglaterra são os ingleses. Então?... Zero a zero em termos de eficiência publicitária (ou de mera inteligência básica). 

Mas se você ainda não assistiu ao filme irônico e descabido da Embratur, acesse: 

 
Depois das risadas me veio à mente o que meus colegas daqui e do exterior, que estudam turismo e conhecem o Brasil, pensariam desse filme carregado de conceitos equivocados, ufanismo arcaico, primitivismo conceitual e bonomia barata. Sem contar nós, brasileiros e brasileiras em geral, que sabemos muito bem que este país é um caos para viajar, se deslocar, estacionar, embarcar em aviões ou navios...

Mas vamos à uma análise das frases dessa pérola publicitária subdesenvolvida.

“Já imaginou morar num lugar onde as pessoas passam férias? Um lugar onde o sol brilha o ano inteiro e que tenha tudo que você precisa para relaxar? Praias incríveis, montanhas deslumbrantes, contato com a natureza, mas também com a energia das cidades.” 

Para começar quem passa férias aqui, além de nós mesmos? Só para ficar nas estatísticas básicas em 2012, cerca de um bilhão de pessoas fez viagens internacionais (1.035.000.000, segundo a Organização Mundial do Turismo): 

 
Desse um bilhão de viajantes, apenas 26,7 milhões vieram para a América do Sul. Isso significa 2,6% do mercado internacional rumo ao nosso continente. Para o Brasil vieram apenas 5.677.000 viajantes, um número ainda bastante modesto face nossa capacidade latente que seria de uns oito ou nove milhões de visitantes por ano, pois estamos geograficamente distantes das maiores e melhores rotas turísticas internacionais. 

Veja os top ten da área:

França:            83 milhões de visitantes em 2012
EUA:              67
China:             57,7
Espanha:         57,7
Turquia:          35,7
Alemanha:      30,4
Reino Unido:  29,3
Rússia:            25,7
Malásia:          25

Então não é “um lugar onde as pessoas passam férias”, é um canto do planeta que tenta aumentar sua participação em um mercado trilionário (pouco mais de um trilhão de dólares, em 2012). Contamos com a ajuda dos megaeventos que até agora, meses antes da Copa do Mundo, não mostrou sequer um cronograma cumprido de obras em vários estádios e muito menos no “legado” para o país. 

Quanto a passar as férias, cada vez mais brasileiros que podem gastar um pouco mais, preferem ir ao exterior. Não é apenas porque é chic, para postar fotos nas redes sociais ou fazer compras. É porque existe muito mais qualidade dos serviços em geral a preços justos (em alguns lugares bem baratos, dependendo da flutuação do dólar e do euro). Há, em geral, nos países desenvolvidos ou que respeitam o turismo uma imensa oferta organizada de lazer, entretenimento, gastronomia, artes e cultura, natureza preservada e infraestrutura urbana. 

“Um lugar onde o sol brilha o ano inteiro.” Depende muito, há vastas áreas do litoral onde chove intensamente no verão, sem falar da Amazônia onde chove diariamente boa parte do ano. De resto, os desertos quentes da Terra têm sol o ano inteiro e há pouco fluxo turístico para essas regiões desoladas. Sol e praia são motivações da década de 1970, quando o ufanismo da ditadura procurava vender um paraíso que começava a ficar poluído e que, décadas depois, nunca teve infraestrutura razoável. 

“Um lugar que tenha tudo o que você precisa para relaxar”. Só se for o relaxo, o descaso, a impunidade e a falta de controle (apesar da farta e estúpida burocracia) que são mais ou menos regras em grande parte dos destinos turísticos. Há exceções na bagunça, mas são as bolhas destinadas aos mais ricos que chegam de helicóptero (ou os helipópteros), barcos privados ou carros que os deixam em condomínios privados e similares. No geral a violência no trânsito, tensão com os congestionamentos, perigos de criminalidade nas estradas, o péssimo serviço nos portos (pobres do que viajam nos cruzeiros marítimos, para embarcar ou desembarcar) e aeroportos causam, no mínimo, aborrecimentos. Entre 20 de dezembrode 2013 e 01 de janeiro de 2014, tivemos 379 mortos nas estradas do país, número comemorado na mídia, pois foi cerca de 9% mais baixo que o ano anterior. 

O relaxamento, ou a tranquilidade, são uma miragem face aos números de violência urbana. Os dados de 2013 do Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal (México) mostram que das 30 cidades mais violentas do mundo, dez são brasileiras. Começa com Maceió (6º lugar), continuando para João Pessoa (10º), Manaus (11º), Fortaleza (13º), Salvador (14º), Vitória (16º), São Luís (23º), Belém (26º), Cuiabá (28º) e Recife (30º). Notem que São Paulo e Rio de Janeiro não aparecem nessas estatísticas. É porque são relaxadas e seguras? Não, simplesmente as cidades menores ultrapassaram as maiores metrópoles brasileiras no quesito violência (assassinatos, roubos, sequestros). Realmente, um país perfeito para viajar e relaxar. Mas ninguém pode negar que nossas cidades não tenham uma energia vibrante e emocionante.

Quais são as cidades mais violentas do mundo? São Pedro Sula (Honduras), Acapulco (um “paraíso” turístico no México), Caracas, Distrito Central (Honduras) e Torreón (México).  

Aliás, recentemente um site (veja abaixo) colocou o Brasil como o sexto país mais perigoso do mundo, depois da Síria, Iraque, Somália, Afeganistão, Sudão e Sudão do Sul. Em sétimo lugar vem o México, depois Paquistão, Coréia do Norte e Colômbia. Mas esses dados merecem pouco destaque na mídia nacional e foram parcamente comentados na área acadêmica (com exceções). Realmente, um país perfeito para viajar...

 
Quanto ao “contato com a natureza”, basta analisar os índices de contaminação das praias, rios, lagos e lagoas, falta de medidas sanitárias em vários balneários, devastação ambiental provocada pela especulação imobiliária, pela miséria ou pela ganância de grandes especuladores. Há estados (como o Maranhão) que esconderam do público a contaminação em suas praias durante anos. Outros estados mostram índices quase diários de praias “boas”, “regulares” ou “não apropriadas para banho”, com índices vergonhosos, mas pelo menos corretos.  

Quanto ao “conhecer um sabor por dia e fazer amigos em todo lugar”, tudo bem. Nossa gastronomia é realmente maravilhosa, temos os melhores restaurantes do mundo em São Paulo e Rio, devidamente destacados nos rankings internacionais. Nossa hospitalidade é algo singular no mundo. Somos legais para festas, beber, dançar e fazer sexo. O Brasil é um dos destinos sexuais do planeta, mas isso também é uma área tratada com muito preconceito e discrição pelas autoridades, acadêmicos e empresários. Nesse sentido sim, é um país perfeito para viajar, segundo vári@s viajantes que já comeram as frutas e frutos desta terra.   

O que supera as minhas gargalhadas face esse filme bobo feito com sofisticação estética e tecnológica, é a preocupação em não perecer idiota ou alienado aos dados reais sobre o turismo brasileiro. Como acadêmico não posso apenas rir amarelo e compactuar com o cinismo, a mentira deslavada e a omissão.

Já escrevi centenas de páginas sobre o desenvolvimento do nosso turismo. Melhoramos em vários pontos nos últimos vinte anos, mas ainda estamos há uma distancia imensa de padrões de qualidade internacionalmente respeitados. Tampouco temos logística eficiente em muitos setores, o planejamento é uma ficção, a infraestrutura é precária, a formação profissional é pobre, as poucas políticas públicas nunca foram consolidadas. Sem contar que nossos preços ficaram caros e os velhos problemas ainda não foram solucionados. Desde criança (faz 50 anos!) sei que falta água na Baixada Santista (SP) no verão e hoje, no noticiário, lá está novamente a notícia da falta d´água. Teve tiroteio no réveillon em Copacabana, filas imensas nas estradas para o litoral em vários estados (São Paulo, então...), dezenas de carros ficaram atolados em uma praia no Maranhão porque teimam em estacionar na areia e ninguém proíbe. Mas este ano (ainda) não tivemos enchentes e desmoronamentos catastróficos (com exceção do Espírito Santo), porém o verão mal começou com sua estação de chuvas. 

Esse filminho exemplifica como vivemos entre a bonomia e a má-fé. Entre a arrogância, a pilhéria e a irresponsabilidade perante problemas que já poderiam ter sido solucionados, mas convivem no caos cotidiano tupiniquim juntamente com otros problemas nas áreas de educação, saúde, segurança pública, transporte público, sistema prisional, corrupção e outras mazelas que se entrelaçam na triste realidade do turismo nacional. 

Que não nos enganemos na Copa do Mundo quanto à nossa imagem internacional. Durante os jogos na África do Sul (2010), ocorreram muitos problemas, mas a mídia global foi leniente com o país, graças ao seu histórico sofrido e a luta para superar os traumas. Porém com o Brasil será diferente. Somos vistos como um país rico, ansioso por mais influência internacional (com razão), arrogantes com nossas riquezas reais e imaginarias. Somos insolentes e peitamos firme quando se atrevem a nos criticar. Alguns têm a ilusão de viver em um paraíso em meio ao caos global. A mídia não terá pruridos em criticar o Brasil (aliás, já fomos muito criticados pelos atrasos no cronograma da Copa e das Olimpíadas), se ocorrerem problemas durante os jogos.

Então, para começar, que tal conter a arrogância e a babaquice e evitar  lemas ufanistas, inócuos e ridículos? Afinal, ainda não vivemos em um país perfeito para viajar. Nem para estudar. Nem para a saúde e o saneamento básico. Nem para a segurança pública. 

Quando estivermos entre os vinte países com Índice de Desenvolvimento Humano mais alto (estamos em um vergonhoso 85º lugar..., veja a lista completa no link abaixo), talvez possamos botar mais banca quanto às nossas qualidades lindas e maravilhosas. Mas quando (e se) lá chegarmos, teremos lucidez e consciência suficientes para dizer apenas que, por exemplo, somos um país bem interessante para conhecer. 


Luiz Gonzaga Godoi Trigo, 2014.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Retrospectiva existencial de 2013




Foi um ano intenso e emocionante. Grandes crises, brigas, viagens, vitórias, amores, espiritualidade, risadas, aprendizados, espantos e satisfações. Teve de tudo, em doses generosas. 

Não farei ranking top five de cada categoria, nem listas ordenadas. Farei de acordo com a intensidade dos eventos na memória, o arquivo de fotos (portanto, tem uma ordem cronológica), o prazer que tive com as diversas experiências e o que pude aprender ou gargalhar com elas. 




Comecei o ano em grande estilo, com o amigo Sidnei, sua esposa Ana e outros familiares. Foi em Girona, Catalunha, em um frio gostoso e na paz do interior europeu.



De madrugada fui beijar a bunda da leoa, uma tradição local destinada aos visitantes. Se beijarem, voltam. Lambi o rabo da criatura para voltar sempre.


Fiz amizade negociada com essa criatura, o Djou: ele não me morde e eu não o mordo. O pequeno monstro gosta de cerveja, adora o bar e late para os excluídos, apesar de nossas lições cívicas e espirituais. Pertence ao casal Edmur e Viviane e à Maria, princesinha da casa.



Numa das viagens à Fortaleza fui conhecer o novo Centro de Convenções. Quem me levou foi Luzia Neide Coriolano, companheira dos momentos turísticos e bem humorados. Em 2014, o seminário da ANPTUR será em Fortaleza. 





O mês de junho foi marcado pelos protestos em todo o Brasil. Fui em alguns, em São Paulo, como essse acima, na Praça da Sé.




Foi na noite em que atacaram a Prefeitura e incendiaram um carro de reportagem. Não fiquei no centro do tumulto porque detesto gás lacrimogêneo e já passei da idade de brigar com a polícia.


Sair com amigos é sempre um programão. Não lembro o jogo que assistimos, mas foi bem divertido.



 Nas férias de julho passei uma semana em Belém, visitando um velho amigo. Aí está a flor da vitória-regia se abrindo em um dos lagos do Jardim Botânico.    



 No final de julho fui fazer exercícios espirituais no mosteiro jesuíta de Itaici, interior de São Paulo. Foi ótimo, pois o segundo semestre foi bem caótico e tumultuado na Universidade.  




 Também em julho recebemos a visita de duas primas de Portugal, as meninas Vitória e Beatriz, que foram recebidas em várias casas, e também em Campinas, na sede matriarcal de nosso clã.   


 Os mestres Eacheanos Uvinha, Panosso, Edmur e Sidnei (o mesmo do reveillon), durante uma reunião informal em casa para tratarmos de assuntos escatológicos e iconoclastas. Nessa época sonhávamos com o mestrado em Turismo, que tornou-se realidade em dezembro.



 Papai fez 78 aninhos de vida e fui para Curitiba, comemorar junto com ele e a Marli, sua esposa. 


 O dia 8 (ou 9) de setembro viu surgir essas placas no campus da USP-Leste. Ali começava a maior crise que a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP viu em sua breve história. O dia 11 de setembro foi marcado por uma assembleia que votou a saída do diretor (licenciado até o final do mandato, em janeiro de 2014) e a campanha eleitoral foi antecipada. No dia 1 de outubro, a reunião do Conselho Universitário da USP terminou em tumulto e na invasão da Reitoria, um movimento que durou semanas. Com a eleição da nova diretora da EACH e no novo Reitor da USP, espera-se que a situação se normalize em 2014 e todas as partes se entendam para que o projeto não seja definitivamente comprometido. Essas crises são importantes para garantir maturidade à instituição e para melhorar procedimentos e métodos administrativos. Para mim foi um aprendizado bastante rico. Ver e analisar atitudes, palavras e versões que as pessoas expressam é a fonte primordial das relações humanas e da compreensão humana, seja das suas qualidades, seja de suas limitações e traumas.

 

Crepúsculo na volta do nordeste brasileiro. Momento de começar a pensar sobre o final do ano, os acontecimentos e os planos...




O seminário da ANPTUR - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo, foi em Caxias do Sul (RS), na Universidade de Caxias do Sul. Carlos Costa (Portugal), Dinitruis Bouhalis (Grécia, vivendo no Reino Unido) e John Tribe (não aparece na foto, de Surrey) foram algumas das estrelas internacionais convidadas. 


O teto da Igreja de São Pelegrino, em Caxias do Sul, pintado por Locatelli. Ganhei um livro magnífico sobre seus trabalhos, produzido pelo amigo Luiz Ernesto Branbatti (Caxias do Sul: Ed. Belas Letras, 2008).
 

Meu 19º livro ficou pronto em outubro, a tempo de ser lançado na ANPTUR. Mas antes fiz um lançamento privado em casa, para alguns familiares.
 

No final de outubro o Prof. Sarti e eu levamos 100 alun@s para Curitiba, em uma visita técnica. Fomos de avião e curtimos a cidade e suas atrações.


No final de novembro fui a um seminário em Portugal, na Universidade de Aveiro, mas antes passei por Lisboa onde reencontrei o amigo João Pereira.


Com os primos e primas em Lisboa, em um reencontro sempre agradável, divertido e que deixa saudades a cada partida.

Na Universidade de Aveiro com Silvia Held, Marcicano e Regina (colegas da EACH que também estavam em Portugal) e com Carlos Costa, catedrático da Universidade na área de turismo.


Aveiro é um desses lugares para onde a gente sempre  volta com prazer. 


Autofoto em uma vitrine hiper espelhada de Lisboa. 


Caminhar pelas margens do Tejo no outono é ótimo para pensar na vida, no mundo e sentir o prazer do ar puro nas ventas e pulmões. Atmosfera atávica.


A Semana de Lazer e Turismo na EACH foi um evento descolado. Na foto o Prof. Ricardo Uvinha com nossas alunas. Uvinha ganhou o prêmio de excelência acadêmica na EACH e em toda a USP, uma honra para nossa unidade em um ano tão difícil. 


Reinaldo e Juliana foram os mestres organizadores do evento, com muito bom humor e dedicação, as usual. 


Aí estamos, Edmur e eu, com algumas das alunas de Lazer e Turismo que organizaram o evento. 


E no dia 17 de dezembro teve o lançamento oficial do meu livro na Cultura, do Shopping Iguatemi. Aí estão Beth Frommer, Andrea Kogan e Mariana Aldrigui comigo. 


Mário Beni e Bacal, marido de  uma das homenageadas por mim, a saudosa Sarah Bacal, estiveram presentes.


Assim como os amigos históricos: Marcos, Claudia, Eduardo e Geraldo.


E os colegas Moshizuki, Uvinha e Panosso. No dia seguinte comemoraríamos nossos novos mestrados, em Educação Física e em Turismo na EACH-USP. O ano terminava em grande estilo. 


Foi neste ano que completei 30 anos de graduado em turismo na PUC-Campinas.
Eu na festa da formatura, novinho e com cabelos.


E o Natal foi em Campinas, com boa parte da família. Na casa da matriarca, a prima Vanira.

Livros... Li bastante esse ano e pretendo ler mais em 2014. Eu anoto tudo o que leio, por um velho hábito acadêmico (neurose?). Alguns textos que me deixaram refestelado de prazer, seja pela estética da obra, ineditismo do tema ou pelo conteúdo instigante, foram esses:


Los desterrados. Horácio Quiroga. San Bernardino, California. 2010.  

El último jesuíta (romance histórico). Pedro Miguel Lamet SJ. Madrid: La esfera de los libros, 2011. 

Terra sonâmbula. Mia Couto. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Meridiano de Sangue. Cormac Mc Carthy. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. Puta livro fantástico. 

O português no século XXI. Luiz Paulo de Moita Lopes (org.). São Paulo: Parábola, 2013. 

História de Gabriel Malagrida. Paul Mury SJ. São Paulo: Loyola, 1992. 

O filho de mil homens. Walter Hugo Mãe. São Paulo Cosac Naify, 2011.  

Sudd. Gabi Martinez. Rio de Janeiro: Rocco, 2010. 

A civilização do espetáculo. Mário Vargas Llosa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. 

Sesenta relatos. Dino Buzzati. Barcelona: Acantilado, 2006. 

Acredite, estou mentindo – Confissões de um manipulador das mídias. Ryan Holiday. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2012. 

Li muitas outras coisas, mas entendo que esses merecem ser citados pelo prazer que me suscitaram ao ler a lista e relembrar as ideias e sensações suscitadas. Enfim, foi pelo tesão intelectual.

E agora, que venha 2014.