segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Convite para festa de lançamento - Coleção Eduardo Sanoviz de Turismo


A coleção está completa, em sua primeira fase. Na próxima quarta-feira, teremos o coquetel de lançamento com muitas conversas, risadas, talvez fofocas e certamente um coquetel. Todas (os) estão convidadas (os) para encontrar as (os) autoras (es), amigos, conhecidos e ampliar o networking.

Abaixo reproduzi alguns trechos de minha postagem de 20 de junho contando a história dessa coleção inédita, com nomes internacionais e nacionais de turismo.


Temos novidades no campo editorial em turismo. A editora Elsevier (grupo internacional que comprou a editora brasileira Campus) reconheceu que o mercado editorial brasileiro em turismo precisava de investimentos em novos títulos mas que, por outro lado, possui características definidas e exigências específicas que precisam ser respeitadas.

Eduardo Sanovicz foi presidente da Embratur durante o governo Lula e agora está na equipe de professores da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP onde é nosso colega. Sanovicz também presta consultoria da Reed Exhibitions, braço internacional de eventos do grupo ligado à Elsevier. Com toda sua experiência, contatos e habilidades, Sanovicz percebeu que havia uma equipe disposta a repensar os livros sobre viagens, turismo e hospitalidade no país.

Aqui entre nós, entre a concepção do projeto e o seu lançamento menos de um ano se passou, todos os envolvidos cumpriram seus cronogramas. A Elsevier investe no mercado nacional agregando autores(as) brasileiros(as) e respeitando as características desse imenso país que hoje exige estudos específicos de seus cenários e possibilidades. Reunir autores nacionais e estrangeiros em obras adaptadas e direcionadas ao Brasil mostra a importância do nosso país e a responsabilidade que temos para com a pesquisa e a educação em viagens, turismo e hospitalidade. De todos esses autores e autoras vários são turismólogos (Marcelo, Mariana, Débora, eu) e outros são das áreas de hotelaria, lazer ou gestão de eventos. São todos altamente especializados e comprometidos com seus campos de ação. 

sábado, 10 de setembro de 2011

September, 11, 2001 - minha história

Cada um de nós lembra bem onde estava, o que fazia e como reagiu ao 11 de setembro de 2001. Minha história, daquele dia, é assim:


Para mim, o dia 11 de setembro de 2011 começou bem cedo. Depois de voar a noite toda, vindo de Roma, pousei às cinco da manhã no aeroporto de Guarulhos, a bordo de um 767 da Varig. Estive no congresso da AIEST (Associação Internacional de Especialistas Científicos do Turismo), em Malta, e depois passei uns dias em Taormina, na Sicília. Um primo de Campinas, o Celso, estava em férias e nos encontramos na Itália, programados para regressar juntos ao Brasil.


Foram dias agradáveis, curtindo o suave outono mediterrâneo, tão parecido com o outono ensolarado de Nova Iorque. Ainda na viagem soube do seqüestro da filha do Silvio Santos  e me admirei com a ousadia dos bandidos.

Quando chegamos em Guarulhos o Celso pegou um ônibus para Campinas e eu fui de táxi, para meu apartamento em São Paulo. Logo que me sentei comentei com o motorista sobre a violência no país com o sequestro e tudo. O motorista me disse que isso não era nada e que na noite anterior mataram o prefeito de Campinas. Isso muito me espantou, pois conhecia o Toninho, era colega docente da PUC-Campinas e trabalhamos juntos na gestão municipal da cidade, entre 1989 e 1992. Ele era o vice-prefeito e Secretário de Obras, até brigar com o prefeito Jacó Bittar e se retirar da administração. Cheguei em casa e fui correndo tomar banho e desarrumar as malas. Queria chegar o quanto antes ao trabalho e saber as notícias telefonando aos amigos de Campinas. Naqueles dias eu era o diretor de turismo e hotelaria do Senac São Paulo, trabalhando na avenida Francisco Matarazzo, em Perdizes e dava aulas na PUC-Campinas.

Antes de sair parei na portaria do edifício para buscar a correspondência. Enquanto selecionava as cartas ouvi pelo rádio do zelador uma notícia confirmando a colisão de um jato comercial com uma das torres do World Trade Center, em Nova Iorque. Achei aquilo muito estranho, peguei o carro e fui para o Senac. Encontrei minha mesa repleta de papéis, pois ficara fora duas semanas. Pedi para minha secretária procurar notícias sobre um acidente aéreo em Nova Iorque enquanto ligava o computador, fazia uns telefonemas urgentes e começava a despachar a papelada. Então a secretária trouxe uma folha impressa onde dizia que um outro avião se chocara contra a torre sul do WTC. A Internet estava muito lenta, mas quando consegui acessar a torre sul tinha caído. Tentei ligar a TV na sala ao lado mas o sinal estava péssimo. Esqueci o Toninho, os telefonemas do trabalho e fiquei ligado na Internet. Quando a segunda torre caiu telefonei para o Grande Hotel São Pedro e, tocado por uma paranóia hollywoodiana, falei com o gerente geral para reforçar a segurança no complexo como se aquilo fosse um alvo estratégico. Então liguei para meus chefes na diretoria regional do Senac. Estavam em frente à TV, assim como bilhões de pessoas, vendo espantados a história mudar ante nossos olhos. Fui para a sala dos professores e dei a notícia aos que por lá estavam. Peguei o carro e fui para casa assistir a TV. Eu conhecia o World Trade Center, tinha subido numa das torres, aquela com um mirante para visitantes, lá no topo. Uma vez passeei de helicóptero por Nova Iorque e o roteiro passava ao lado do WTC. Era estranho ver o colapso daquelas torres tão retas e sem graça arquitetônica, mas que eram os símbolos do poderio econômico norte-americano, como o Pentágono era o símbolo do poderio militar.

Voltei à tarde para o Senac e lá fiquei quieto, entre o despacho automático dos papéis que me esperavam, os telefonemas para os amigos e a busca de notícias pela Internet, ainda lenta pela quantidade de acessos. Pensei nas minhas futuras aulas sobre cenários políticos, em como a imprensa e as pessoas já começavam a interpretar o evento, a ouvir os primeiros comentários ressentidos de anti-americanismo. Percebia-se a mudança pela atitude e discursos das pessoas. Nos próximos dias daria duas palestras sobre turismo e naqueles momentos não sabia exatamente como re-estruturar minha fala e as idéias.

À tarde liguei para eu primo e falei com os outros parentes de Campinas. Comentei com ele que enquanto voávamos num 767, um equipamento idêntico aos usados nos atentados, no continente ao norte os terroristas se preparavam para sua investida.

À noite assisti a todos os telejornais. Dormi cansado e pensativo. Não lembro dos sonhos. Lembro quase nada do dia 12 de setembro.





sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Febrachoco - Gramado, RS

Na quarta-feira teve início o Congresso Latino Americano do Chocolate e a Feira Brasileira do Mercado de Chocolate ( http://www.febrachoco.com.br/ ) em Gramado, RS. Fui convidado para dar a palestra de abertura, sobre os clusters de turismo e de chocolate. Para mim foi uma experiência nova - e deliciosa - participar de um evento gastronômico altamente especializado. 


Você tem ideia do tamanho do mercado de chocolate no mundo e o quanto ele pode crescer no Brasil?
Veja o ranking internacional e aposição do Brasil. Há muito o que crescer.

Ranking internacional de consumo

1.Alemanha – 11,16 kg por pessoa/ano
2.Reino Unido – 10,29 kg
3.Suiça – 10,05 kg
4.Bélgica – 9,25 kg
5.Noruega – 8,76 kg
6.Áustria – 8,22
7.Dinamarca – 7,65 kg
8.Irlanda – 7,64
9.França – 7,07 kg
10.Finlândia – 6,92 kg
13. Brasil – 2,16 kg




O evento foi no Salão e Auditório de eventos de Gramado ...


... uma cidade eminentemente turística na Serra Gaúcha.


A pequena cidade é charmosa, construída para ser um espetáculo e tornou-se cara nos últimos anos.


Mas come-se e bebe-se muito bem. Acima é parte do bufê de café-da-manha do hotel Laghetto, onde fiquei hospedado. É o padrão de Gramado e Canela.


Nestor Tissot é o prefeito de Gramado. Sorridente e simpático, veio cumprimentar pessoalmente os participantes do evento.


Estava um dia lindo e frio.


A cidade superlota em julho e dezembro (por ocasião do Natal Luz). O ideal é visitá-la fora das altas temporadas turísticas para curtir as ruas, restaurantes e atrações sem as turbas e hordas de turistas.


Fiz a palestra de abertura, que foi bem legal. Mas depois teve a palestra da Samantha Aquim (acima), uma chef chocolatier carioca, que foi um arraso. Veja o site de sua empresa http://www.aquimgastronomia.com.br/ e descubra porque ela está inovando no mercado brasileiro de chocolates gourmet. Ela desenvolveu uma pesquisa numa fazenda de cacau em Ilhéus (BA) e conseguiu fabricar chocolates com amêndoas de cacau selecionadas e torradas artesanalmente. Fizemos uma degustação com seis tipos de chocolate até chegar no que ela denomina Q Zero, uma peça com 77% de cacau que oferece um sabor e um aroma diferente de tudo o que você já experimentou. Nada de baunilha, leite, muito açucar ou aromatizantes, mas o puro cacau brasileiro.

Algumas de suas frases:

"A comida é o cheiro da comida. O gosto vem do aroma."


"Nosso chocolate tem uma sabor mais difícil porque ainda é desconhecido e raro."


"A pessoa come chocolate com o único intuito de se dar prazer."

Almocei com ela e seu gerente de lojas (do Rio de Janeiro), antes de nossas palestras, e aprendi muito sobre a arte e o imaginário (a cultura) do cacau e do chocolate. Depois, na palestra, teve a degustação de sua produção mais sofisticada e instigante: o chocolate Q Zero.

Veja a história do produto no site:

http://www.aquimgastronomia.com.br/releases/Release_Aquim_Q0-versao30.pdf


A magia da amêndoa perfeita e a descoberta de seu universo. Essa é a frase de apresentação do Q Zero. É uma hierofania do sabor, uma revelação de uma faceta desconhecida da gastronomia brasileira e global. O topo de linha de seus produtos é essa caixa acima. São apenas 200 caixas por ano, numeradas e com código de barra. Cada caixa contém seis blends de chocolate feitos a partir de diferentes combinações de Q, que ressaltam, cada um, uma qualidade do chocolate e divididos em dois grandes grupos, intenso e suave: Q30s; Q30i; Q50s; Q50i; Q70s; Q70i. Os números indicam a quantidade de chocolate Q contido em cada uma das variações.  O Q é vendido em uma caixa-degustação feita de imbuia, com três barras do chocolate, sete pastilhas de cada um dos blends (42 no total), um livro sobre o processo Q e uma pinça de pontas folhadas a ouro, apropriada para se degustar o chocolate. Oscar Niemayer desenhou a forma das três barras maiores. Há um livro que conta a história do produto e explica o caminho sensorial para aproveitar a intensidade do sabor. Cada caixa custa R$ 1.580,00.


Gramado tem cerca de seis fábricas principais de chocolate (a mais famosa é a Prawer) e dezenas de fábricas menores.


Os estilos e sabores são muito diferentes.


Os odores e cores enfeitam os produtos e aguçam o paladar. E a gula.


Se essas fotos transmitissem o odor...


Chocólatras e admiradores menos selvagens se refestelam pelas lojas e restaurantes.


No exterior há muitas marcas gourmet, mas as mais famosas e sofisticadas são:

Confiserie Sprungli e  Lindt (1845, Suiça) 
Leysieffer (1909, Alemanha)
Neuhaus (1857, Bélgica)
Godiva (1926, Bélgica)
Valrhona (1922, França)



Entre as muitas lojas de artesanato e roupas de Gramado e Canela, destacam-se a de que vende cucos importados, porcelana e outras belezinhas.

Finalmente, meu agradecimento especial ao amigo da EACH-USP, Prof. Dr. José Roberto Yasoshima que me enviou valiosas informações sobre o setor de chocolate.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Universidade Federal de Santa Maria - campus Silveira Martins (RS)


Silveira Martins é um município a uns 20 km de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, cerca de 300 km de Porto Alegre. Em Santa Maria há uma base aérea importante, bom comércio e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com um campus em Silveira Martins, inaugurado em agosto de 2009. Acima a igreja de Santo Antonio de Padua, em Silveira.

É uma cidade pequena, tranquila ...


... com suas ruas de paralelepípedo, ...


... pequenas praças e localizada no alto de uma elevação suave, mas que garante um clima de uns quatro graus a menos que Santa Maria.


Marcelo Ribeiro (com sua esposa, Cláudia) é o coordenador do curso de tecnologia em Gestão do Turismo. Gaúcho de POA, com doutorado na Espanha, o turismólogo Marcelo faz parte de uma jovem equipe que desbrava as fronteiras educacionais em seu próprio estado. Tive a honra de ser convidado para abrir a I Semana Acadêmica de Gestão em Turismo da UFSM.

 

A sede da Universidade está localizada em um antigo colégio de freiras, construído em 1908, que foi posteriormente escola estadual, centro cultural e hoje é um dos campi avançados das universidades federais.



Os estudantes de Turismo, Meio Ambiente e de outras áreas lotaram o salão nobre.


Na cerimônia de abertura estiveram presentes o prefeito, o presidente da Câmara Municipal, o secretário de turismo, o pró-reitor de graduação e o vice-reitor da UFSM. Foi uma cerimônia elegante, rápida e com discursos objetivos e comprometidos com a proposta educacional local.



A Profa. Norma Moesch, hoje secretária de turismo de Santa Maria, grande amiga e figura significativa do turismo brasileiro e do campo educacional, honrou-nos com sua presença. Já estive com ela várias vezes no RS e em SP e é sempre um prazer compartilhar de sua experiência e perspicácia.



Das janelas seculares do prédio da UFSM vislumbra-se a cidade, pequena mas ciente de que em poucos anos sua jovem universidade será uma referência regional graças aos novos cursos que desenvolve para o futuro.


Falei bastante, o povo ouviu e participou com perguntas e comentários, conversei com as pessoas. Na saída, o entardecer de um dia ensolarado e quase frio deu um ar de despedida e satisfação.

Agora à noite vamos aos prazeres da carne: churrasco gaúcho com vinho da colônia. Mas bah, tchê, que este país é bom demais...


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Melancolia - o filme

Melancolia, filme de Lars von Trier (2011) é belo, estranho  e inquietante. Se você vai  assistir e não gosta que comentem o final, não leia essa postagem. Senão, vá em frente.




A cena mais bonita do filme é a última, quando o planeta (Melancolia) se choca com a Terra e a destrói, assim como toda a vida nela existente.

A personagem principal, Justine, não via sentido em nada na sua vida. Bonita, caprichosa, tinha um trabalho promissor e criativo, um noivo que a amava, uma festa de casamento milionária, presente de seu cunhado.  A emoção que isso lhe trazia era próxima a zero. Tinha sua liberdade, sua consciência e sua melancolia perante o mundo, para ela totalmente ausente de significado e sentido.

O filme se passa em uma mansão bilionária, em um, litoral afastado nos EUA. A casa é do cunhado de Justine, que vive com sua irmã e o filho pequeno. No final, sobram Justine, Claire e o menino, conscientes de que tudo vai acabar. Para Justine, não há vida em outro lugar no universo, a não ser na Terra, e por pouco tempo. Para ela a natureza é má, a Terra é má. Ao saber da iminente destruição do mundo Justine, paradoxalmente, adquire mais disposição de viver. Quando sua irmã propõe que fiquem na varanda da casa, bebendo um vinho e esperando o fim acontecer, Justine pergunta se não quer também uma trilha sonora de Bethoven. Ñão há, portanto, sentido tampouco no vinho ou nas artes; se a natureza é má a cultura não pode sobrepujá-la.

Então o filme se acaba, como o mundo no filme, sem sentido? Não exatamente. Ao saber que seu sobrinho teme o que Melancolia pode fazer com a Terra, pois seu pai, já morto, disse que não havia onde se esconder, Justine o tranqüiliza, pois supostamente conhece o segredo da caverna mágica que pode protegê-los. Catam gravetos, fazem um esboço de tenda e se colocam sob eles, os três, enquanto o planeta se agiganta sobre a Terra para engoli-la.

Por que Justine cria uma fantasia para um menino que em breve, assim como toda sua espécie e a vida em seu planeta, desaparecerá para sempre? Por que tranqüilizar uma criatura com uma mentira inócua minutos antes de sua aniquilação? Pelo sentido da esperança oferecida aos jovens, mesmo que seja para tranqüilizá-los um pouco, em seus últimos instantes de vida. O amor  à inocência humana prevalece, mesmo ante a expectativa destruição total, inclusive da própria raça ou espécie. Se a arte e a cultura não sobreviverão, vale o gesto gratuito e inútil de uma semente de esperança oferecida a uma criança. É pouco, mas é sublime. 


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Piadas corporativas - trabalhos e feitos


Para curtir o final de semana numa boa...


O troco

Sandra foi cortar o cabelo no salão que freqüentava há mais de vinte anos.
- Menina, tô ansiosa. Vou pra Itália amanhã.
- Itália? - perguntou a cabeleireira, com tanto lugar bom pra ir, TU vai pra Itália?
- É, eu vou pela Alitalia.
- Nossa, a pior companhia de aviação do mundo. Vai pra que cidade?
- Roma.
- Que droga! Cidadezinha feia! Vai se hospedar aonde?
- No Hilton.
- Eu hein! Aquilo é o maior pardieiro! Vai ver o Papa?                                   
- Claro!
- Programinha de índio, hein? Milhões de pessoas se acotovelando só pra ver o Papa...

Sandra saiu do salão injuriada.
No dia seguinte, viajou e curtiu a viagem, que foi ótima. Logo que voltou, fez questão de voltar ao salão.

- E aí, como foi a viagem? - Perguntou a cabeleireira.
- Menina, você não sabe o que aconteceu. Eu tava lá no Vaticano tentando ver o papa. Logo que o papa chegou na sacada, ele olhou pra multidão e desceu. Saiu de lá e começou a andar na minha direção. Foi se aproximando de mim cada vez mais. Quando o Papa chegou bem pertinho, falou um troço no meu ouvido. Só pra mim...
- E o que o papa falou pra você?
- Cabelinho mal cortado, hein, minha filha? QUE MERDA DE CABELEIREIRA É A TUA !!!

De bêbado

O cara estava bebendo num bar.
Como era o último cliente, o funcionário informou-o que ele tinha que
sair, pois iam fechar.
O cara levantou-se e caiu no chão.
Novamente, tentou levantar-se e caiu outra vez.
Optou por arrastar-se até à porta do bar.
Tentou levantar-se e voltou a cair.
Já na rua, tentou levantar-se e caiu novamente.
Foi assim para casa . . . tentando levantar-se e caindo.
No dia seguinte, já em casa e pela manhã, a esposa comentou:
- Puta porre ontem a noite, hein?!
- O que!!! . . . como é que você sabe que eu cheguei bêbado?
- Telefonaram do bar . . . você deixou sua cadeira de rodas lá.......



Sabedoria do Tubarão
Dois tubarões brancos (pai e filho) observam os sobreviventes de um
naufrágio.
– Siga-me, filho! - diz o tubarão pai.
E nadam até os náufragos.
– Primeiro, vamos nadar em volta deles, mostrando apenas a ponta das
nossas barbatanas fora da água.
E assim eles fizeram.
– Muito bem, meu filho! Agora vamos nadar ao redor deles, algumas
vezes, com nossas barbatanas totalmente de fora.
E assim eles fizeram.
– Agora, nós podemos comer todos eles.
E assim eles fizeram.
Quando finalmente se saciaram, o filho perguntou:
– Pai, por que nós não os comemos logo de início, pai? Por que
ficamos nadando ao redor deles várias vezes?
O sábio e experiente pai respondeu calmamente:
– Porque eles ficam mais saborosos sem merda dentro...


Ventríloquo

Um jovem   ventríloquo fazia um show num bar de uma cidade do interior, exibindo seu repertório habitual sobre a burrice das loiras, quando uma loiraça sentada na quarta mesa se levantou e disse: 

- Já ouvi o suficiente das suas piadas denegrindo as loiras, seu
idiota. O que é que o faz pensar que pode estereotipar as mulheres dessa
maneira? O que é que tem a ver os atributos físicos de uma pessoa
com o seu valor como ser humano? São homens como você que impedem que mulheres como eu sejam respeitadas no trabalho e na comunidade, o que nos impede de alcançar o pleno potencial como pessoa. 
Por sua causa e por causa das pessoas da sua laia perpetua-se a
discriminação não só contra as loiras, mas contra as mulheres em
geral...tudo em nome do humor!!! 

Confuso, o ventríloquo começou a pedir desculpas, e a loira diz: 
- O senhor não se meta! estou falando com esse rapazinho que está
sentado no seu colo!!!




sábado, 13 de agosto de 2011

Labace 2011 - Toys and dreams

Sábado quente, de sol, em pleno inverno paulistano. Na Portaria 3 do aeroporto de Congonhas, na avenida Washington Luís, foi reservada uma área para sediar ...


...a Latin American Business Aviation Conference & Exhibition (LABACE), a maior feira da América Latina de helicópteros e aviões privados. Aberta ao público, a profissionais e a clientes.


Então fui às compras oníricas. Se é para ter inveja de coisas materiais, então que sejam coisas de uns dez milhões de dólares, pelo menos.


Quem gosta de aviões sente-se num bufê paradisíaco de avionics, estilos aeronáuticos, interiores decorados ...


... e fuselagens e  motores ao ar livre.


Os brinquedinhos mais baratos custam cerca de 700 mil dólares, mas os mais estrelados ...


... são cotados em oito dígitos, em dólar, claro.


Nada a ver com as classes econômicas dos jatos comerciais, não é mesmo?


É um outro nível de conforto e exclusividade. O luxo real.


As maravilhas tecnológicas ...


... que são cada vez mais belas, estilosas, luxuriosas ...


... em seus detalhes new rich e soberbos.


Madeiras nobres à bordo.


Couro, madeira sóbria, cores claras e o útero, o casulo existencial, pode decolar levando consigo suas solidões e devaneios.


Muitos profissionais, clientes, estudantes e amantes dos aviões foram ao evento.


Empresas como Agusta, Airbus, AirStream, Algar, Bombardier, Dassault, Gulfstream, Embraer, Lider, TAM e Cirrus estiveram com estandes e equipes altamente capacitadas para atender ao público.


Que olhou...


.... curtiu muito ...


... comparou ...


... e conferiu as belas novidades.


Ficaria bem na garagem, certo?


Gostos...


Olhares ...


O circo do consumo de alto luxo exposto ao público que pagou R$ 150,00 a entrada (como professor pago meia).


Um sábado de sol e tecnologia...


... numa cidade que possui uma das maiores frotas de helicópteros do mundo e uma frota respeitável de aviões privados.