quinta-feira, 6 de maio de 2010

Textos de viagens, de Fernando Pessoa

Na edição especial, editada em Portugal, sobre Fernando Pessoa e seus escritos relativos a viagens não há só poesias. Há algumas preciosidades em forma de textos curtos, sensíveis, reflexivos e ... poéticos, sobre a viagem. Transcreverei alguns para vocês, de vez em quando, conforme a vontade e o desejo de evasão se manifestarem. Vamos ao primeiro:


Viajar? Para viajar basta existir.

Viajar? Para viajar basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado sobre as ruas e as praças, sobre os gestos e os rostos, sempre iguais e sempre diferentes, como, afinal as paisagens são.

Se imagino vejo. Que mais faço se eu viajo? Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir.

"Qualquer estrada, esta mesma estrada de Entepfhul, te levará até o fim do mundo." Mas o fim do mundo, desde que o mundo se consumou dando-lhe a volta, é o mesmo Entephful de onde se partiu. Na realidade, o fim do mundo, como o princípio, é o nosso conceito do mundo. É em nós que as paisagens têm paisagem. Por isso, se as imagino, as crio, são; se são, vejo-as como as outras. Para que viajar? Em Madrid, Em Berlim, na Pérsia, na China, nos Pólos ambos, onde estaria eu senão em mim mesmo, e no tipo e gênero das minhas sensações?

A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.


Fonte: Fernando Pessoa. Livro de Viagem. Lisboa: Guerra e Paz, 2009, p. 129.


Fotos: Luiz G.G. Trigo. Amsterdam, 2009; Hong Kong International Airport, 2009.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fernando Pessoa - um viajante existencial (II)

Para vocês que gostaram de Fernando Pessoa (têm ótimo gosto, por sinal), deixo aqui uma das minhas poesias preferidas: Ode Marítima, assinado como Álvaro de Campos. Como é muito longa - e mais bela ainda, transcrevi apenas as estrofes 3 e 4.

Fotos: Luiz G.G. Trigo, Skorpius III, campo de gelo sul, Chile, 2009.



Ah, todo cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve como uma recordação duma outra pessoa
Que fosse misteriosamente minha.



Ah, quem sabe, quem sabe,
Se não parti outrora, antes de mim,
Dum cais, se não deixei, navio ao sol
Oblíquo da madrugada,
Uma outra espécie de porto?
Quem sabe se não deixei, antes de a hora
Do mundo exterior como eu o vejo
Raiar-se para mim,
Um cais grande cheio de pouca gente,
Duma grande cidade meio-desperta,
Duma enorme cidade comercial, crescida, apoplética,
Tanto quanto isso pode ser fora do Espaço e do Tempo?


Obs. A próxima postagem será o preâmbulo do Livro de Viagem, escrito pelo próprio Fernando Pessoa, sobre o que ele entende por viajar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fernando Pessoa, um viajante existencial

É maio, daqui a dois meses férias... Então em homenagem às viagens de nossos sonhos, deixo dois poemas de Fernando Pessoa. De seu Livro de Viagem (Lisboa: Guerra e Paz ed., 2009).

Fotos: Luiz GG Trigo. Punta del Este, 2009.


Viajar! Perder países!

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!

Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E da ânsia de conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.





Marinha

Ditoso a quem acena
Um lenço de despedida!
São felizes: tem pena...
Eu sofro sem pena a vida.

Doo-me até onde penso,
E a dor é já de pensar,
Orfão de um sonho suspenso
pela maré a vazar...

E sobe até mim, já farto
De improfícuas agonias,
No cais de onde nunca parto,
A maresia dos dias.

sábado, 1 de maio de 2010

Legionários de Cristo - uma vergonha religiosa

Encaminho uma coluna digital sobre o mais vergonhoso escândalo da Igreja Católica, precisamente de uma de suas alas mais conservadoras e moralistas: Os Legionários de Cristo. Quanto mais puritanas e rigorosas, em geral mais corruptas e depravadas são as pessoas que renegam a liberdade e o prazer. São essas quedas de máscaras dos hipócritas que me dão a certeza da existência de Deus...



A Legião espera um novo superior geral. E treme.

Um comissário apontado pelo Vaticano tomará o comando dos Legionários de Cristo, órfãos de seu fundador Marcial Maciel, envolto em escândalos. É o desfecho previsível de oito meses de averiguações. Muitas coisas deverão mudar, inclusive os atuais chefes.

por Sandro Magister – www.chiesa

ROMA, 16 de março de 2010 – Em plena tempestade que sacode a Igreja Católica por conta dos abusos sexuais contra menores perpetrados por sacerdotes, encerrou-se a visitação apostólica ordenada pela Santa Sé aos Legionários de Cristo, a congregação fundada por Marcial Maciel.

O caso Maciel é extremo em tudo. Leva a limites exasperantes o contraste entre a imagem e a realidade; entre a imagem beatífica do sacerdote fundador de uma congregação religiosa ultra-ortodoxa, ascética, devota, florescente de vocações também exemplares, e a realidade de uma segunda vida dissoluta, composta de incessantes violações não apenas dos votos, mas dos mandamentos, de contínuas aventuras pecaminosas com mulheres, homens e meninos de toda idade e condição, com filhos e cônjuges espalhados por todo o mundo, em número até agora impreciso.

Uma segunda vida que também no momento de sua morte apareceu em brilho sulfúreo. Relatos mórbidos vazaram sobre os últimos dias de Maciel em Houston, no fim de janeiro do ano de 2008, antes de seu sepultamento em Cotija, sua cidade natal, no México.

A visitação apostólica começou em 15 de julho de 2009. Os cinco bispos visitantes concluíram seu mandato em meados deste mês de março, com a entrega de seu relatório às autoridades vaticanas.

Serão as autoridades vaticanas que decidirão o que fazer. Os três cardeais encarregados do caso são Tarcisio Bertone, Secretário de Estado, William J. Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e Franc Rode, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada.

Mas a última palavra será pronunciada de toda maneira por Bento XVI, o mais clarividente de todos. Já antes de ser elevado ao papado e quando Maciel ainda tinha protetores fortíssimos no Vaticano, Joseph Ratzinger fez investigar a fundo as acusações contra o fundador dos Legionários. E como Papa, em 19 de maio de 2006, o condenou “a uma vida reservada de oração e de penitência”.

Depois desta condenação, a congregação dos Legionários se submeteu à ordem papal. Mas seguiu prestando veneração ao próprio “pai” fundador, como “vítima inocente” de falsas acusações.

Só após a morte e ao aflorar de outros escândalos a admissão de algumas culpas do fundador encontrou espaço entre os dirigentes da Congregação, mas não de modo a induzi-los a desmentir a bondade de sua obra.

Ainda hoje, depois de oito meses da visitação apostólica, o sucessor de Maciel como superior geral da congregação, Dom Álvaro Corcuera, e o vigário geral Luis Garza Medina – que durante décadas foram também, especialmente o segundo, colaboradores muito próximos do fundador – não manifestam nenhuma intenção de deixar o comando. E assim outros dirigentes médio-altos, centrais e periféricos.

Sua linha de defesa é que sempre lhes fora ocultado a segunda vida de Maciel e que sua fidelidade à Igreja e ao Papa, mais que sua experiência de guia, assegurariam da melhor maneira a continuidade da congregação.

Em 5 de fevereiro passado, no “L’Osservatore Romano”, o padre Luiz Garza Medina publicou inabalável um artigo para descrever como deveria ser a “vida virtuosa” do sacerdote ideal. Ele, que viveu ao lado de Maciel mais que ninguém, conhecendo todos os segredos e administrando o dinheiro, e que o exaltou sempre como modelo.

Mas é totalmente inverossímil que os atuais líderes dos Legionários sejam deixados na direção da Congregação pelas autoridades vaticanas. A decisão mais provável é que a Santa Sé nomeie um comissário próprio, dotado de plenos poderes, e fixe as linhas-guias para uma refundação completa, incluída a substituição dos atuais dirigentes.

Mas será uma empresa árdua refundar desde a cabeça uma Congregação na qual o estigma do indigno fundador é, até agora, fortíssimo.

Sacerdotes e seminaristas que até ontem foram embebidos nos escritos atribuídos a Maciel terão dificuldade para encontrar novas fontes inspiradoras, não genéricas, mas específicas para sua ordem. Tampouco ajudam os atuais líderes da Congregação. Ainda mais, um ex-secretário pessoal de Maciel, o padre Felipe Castro, junto de outros sacerdotes da Legião, trabalhou durante estes meses selecionando entre as numerosissímas cartas do fundador um grupo delas para “salvá-las” para o futuro, e assim ter viva uma imagem positiva de Maciel.

A dependência dos Legionários para com Maciel era – e para muitos ainda é – total. Não havia rincão da vida cotidiana que escapasse às regras ditadas por ele. Regras minuciosas até o inverossímil, que ordenavam, por exemplo, como sentar-se à mesa, como usar o guardanapo, como ingerir alimentos, como comer o frango sem usar as mãos, como tirar as espinhas de um peixe.

Mas isso não era nada diante do controle exercido sobre as consciências. O manual para o exame de consciência ao fim de um dia era de 332 páginas, com milhares de exigências.

E depois estavam – e estão – os estatutos próprios e autênticos. Muito mais amplos e detalhados que os entregues aos bispos das dioceses nas quais os Legionários têm suas casas. Os cinco visitadores tiveram que se esforçar muito para obter os estatutos completos.

Dos estatutos surge que, além dos três votos clássicos das ordens religiosas (pobreza, castidade e obediência), os Legionários professavam outros dois votos – mais um terceiro chamado “de fidelidade e caridade” para os membros seletos da Congregação – que proibiam qualquer tipo de crítica e ao mesmo tempo obrigavam ante os superiores os confrades que tivessem sido vistos violando a proibição.

Estes votos acrescidos tinham sido abolidos em 2007 por ordem da Santa Sé. Mas não consta que esta revogação tenha sido notificada ao corpo dos Legionários.

Na Congregação fundada por Maciel, não são sempre perceptíveis os limites entre o espírito de obediência e o espírito de submissão.

Entre os Legionários, a concorrência encorajada pelas regras é entre os que conseguem fazer mais prosélitos. E o noviço ingressa imediatamente numa maquinaria coletiva que absorve completamente sua individualidade. Tudo está controlado e regulado meticulosamente, dentro de uma selva de limitações: desde o correio pessoal até as leituras, desde as visitas até as viagens.

Nos oito meses que durou a visitação apostólica este controle foi relaxado somente em parte. Alguns sacerdotes denunciaram aos visitadores as coisas que consideravam errôneas. Outros abandonaram a Congregação e se incardinaram no clero diocesano. Por último, outros ainda têm confiança no renascimento sobre novas bases de uma Congregação religiosa que é parte de suas vidas e aquela que continuam amando.

Escrito por G. M. Ferretti

março 16, 2010 em 11:04 am

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pensamento filosófico - O lançamento

A festa foi na noite de quinta-feira (29 de abril), na Mega Store Saraiva, do shopping Ibirapuera.

Meu último livro (Pensamento filosófico - um enfoque educacional. Curitiba: IBPEX, 2009), foi um dos cinco lançamentos da noite.

Foi uma festa íntima, com poucas pessoas mas muito queridas. Foi bom conhecer os outros dois atores que compareceram, mesmo sendo de outras cidades (São Carlos e Rio de Janeiro).

Marcos Lombardi, representou os velhos e bons amigos de muitas décadas. Alguns moram fora de São Paulo e outros tiveram compromissos profissionais até tarde, mas estiveram presentes em espírito, memória e bons pensamentos.

Aí estão outros dois autores: (da esquerda) João e Renato; meu camarada Bertelli, do Senac-SP, hoje aposentado (no centro, o responsável por prospectar autores na área de Humanas para a Ibpex), Lindsay (da editora Ibpex, de Curitiba) e eu.

Meus alunos da EACH (USP-Leste) foram representados pela Bruna e pelo Artur, que cursam Lazer e Turismo.

O companheirismo e amizade dos velhos tempos sempre presente: Alexandre Panosso (colega da USP e cúmplice de quatro livros escritos em conjunto), Cecília Piovesam e Maria Àngela Bissoli (amigas desde os tempos da PUC-Campinas) e eu, feliz da vida e contente.

Há outro lançamento previsto para o segundo semestre. Escrevi um capítulo no livro que o Alexandre Panosso e a Cecília Gaeta estão organizando pela editora Senac-SP, mas isso o Panosso conta o blog dele. Aguardem (link do blog ao lado: Turismo, educação, direito e atualidades


terça-feira, 27 de abril de 2010

Crime, baixada santista e os Estados Unidos


Essa notícia é da Folha OnLine de 27/04/2010: O órgão do governo dos EUA responsável pela segurança de seus cidadãos no exterior recomendou, em comunicado, que os norte-americanos "evitem viajar" para quatro das maiores cidades do litoral paulista --Santos, Guarujá, São Vicente e Praia Grande-- até que a onda de violência da última semana esteja encerrada.A última vez em que o órgão fez um alerta semelhante sobre cidades paulistas foi em 2006, após a segunda onda de ataques do PCC, quando recomendou aos americanos evitar "viagens desnecessárias" para o Estado.O novo comunicado se baseia em informações da polícia e em notícias de jornais sobre a série de mortes ocorridas na semana passada. Seis pessoas foram assassinadas em três dias no Guarujá --para efeito de comparação, a cidade teve 53 vítimas de homicídio em 2009, ou menos de cinco por mês. Com medo da violência, comerciantes baixaram as portas. Aulas em escolas e em uma universidade foram suspensas.

É normal? Sim. O Brasil precisa aprender cada vez mais que visibilidade internacional possui prós e contras. Não adianta as autoridades locais falarem que "isso prejudica a imagem da região e está tudo normal". Não está, tanto que os comerciantes, as escolas e uma universidade fecharam suas portas. E seis assassinatos (no Guarujá) em três dias tampouco é normal, a não ser em zonas de guerra. Mas isso tem uma história antiga e um contexto perverso.

Essa capa é do jornal argentino Clarín, de 8 de fevereiro de 2001. Reparem que é "outro" turista assassinado e esse estava com sua família, dentro do seu apartamento de hotel em Foz do Iguaçu, não estava no bordel e nem na favela comprando drogas. Tem que dar capa de jornal.

Essa página do Time (12/03/1990) foi uma das primeiras reportagens sobre "uma onda crescente de bandidagem traz medo à atmosfera festiva do Rio". Foi um escândalo no Brasil. Nada se fez e a situação piorou ao longo dos anos.

Em 1 de novembro de 1994, o jornal Chicago Tribune publicava essa matéria de página inteira. Foi quando o Itamar Franco colocou o exército nas ruas do Rio para controlar a bandidagem.


Há uma prática ineficaz e hipócrita na América Latina que pode até aceitar uma coisa errada mas não admite que outras pessoas falem sobre ela, nem que isso afete a "gente de fora". Lembro de quando, em janeiro deste ano, critiquei os péssimos serviços do porto de Santos ao ficar três horas para embarcar num navio. Eu fui criticado por comprometer a imagem da cidade. Quem compromete a imagem de cada cidade são os responsáveis por ela, em geral. Estamos a quatro anos da Copa do mundo de 2014 e no contexto de um mundo onde os serviços possuem uma exigência de qualidade e segurança cada vez maior. Nossos dirigentes ainda possuem uma imaturidade em aceitar as críticas, levam ao nível pessoal, ficam ressentidos, acham que os outros querem prejudicá-los e que não merecem tal exposição. Isso é o passado, o Brasil cresceu e precisa assumir sua realidade e ela implica e ter imaturidade para resolver problemas. Lembro quando havia assassinato de turistas em carros alugados na Flórida, em 1993, deu capa da Newsweek (veja abaixo), uma revista norte-americana. O que o estado da Flórida fez? Reclamou que falavam mal de sua terra? Não. Resolveu a questão. Mudou as placas dos carros alugados para não serem diferenciados entre turistas e residentes e o trade espalhou folhetos informando sobre as medidas de segurança (veja exemplo acima).

Eu estava na Flórida nessa época e lembro bem de como as locadoras de carros, as associações hoteleiras e as Câmaras de Comércio, juntamente com políticos e a polícia, administraram a situação. Tenho todas essas reportagens e folhetos guardados em minha hemeroteca, pois a memória é falha e a gente precisa fazer as análises com visão histórica e metodologia científica. Ficar bravo e ressentido com as críticas é a pior viagem para o turismo local.

O problema da Baixada Santista tampouco é só da região e nem é o mais grave. O governo do estado e o governo federal são co-responsáveis. E, no país, cada estado tem que resolver os problemas de suas áreas com altos índices de criminalidade (as maiores são o Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, mas áreas como Vitória, Porto Alegre, Salvador possuem problemas crescentes).

E não adianta falar que crime tem em todo lugar do mundo. Tem, mas com índices menores que os do Brasil. Vinte anos após uma das primeiras matérias internacionais sobre criminalidade ainda não dominamos a situação, apesar das melhoras pontuais e aperfeiçoamento de algumas polícias. É preciso melhorar mais. Só assim o Departamento de Estado dos EUA deixará de nos monitorar apontando perigos - que são reais e objetivos. O resto é, como diriam os gringos, bull shit.








quinta-feira, 22 de abril de 2010

Innovation and Entrepreneurship - Strategies and processes for success in tourism

Depois de quase três anos, saiu um texto que produzi analisando o desempenho histórico da operadora CVC e explicando porque ela tornou-se hegemônica no Brasil. Na época Guilherme Paulus deu todo o apoio ao projeto e designou seu assistente, Virgílio Carvalho, para passar as informações e elucidar as dúvidas. Em 2007, saiu uma versão do texto na revista Estudios y perspectivas del turismo (Vol. 16, nº 3). Klaus Weiermair, da AIEST, recebeu uma versão ampliada do texto para publicar em um livro na Alemanha, que saiu só agora, em 2010.

Claro que Guilherme Paulus deveria receber o livro em primeiro lugar. E foi entregue em mãos, por mim, na Feira da Aviesp, semana passada.

O livro possui treze cases de sucesso e inovação do turismo mundial e a CVC, brasileira, é um deles.

Acima estão os primeiros capítulos e abaixo os autores que contribuíram para a obra. Fiquei contente em ter aceito um texto que fala sobre os avanços do turismo no Brasil e como a inovação e o empreendedorismo estão evoluindo no país.


Dados técnicos do livro:

Título: Innovation and entrepreneurship - Strategies and processes for success in tourism

Organizadores: Klaus Weiermair, Peter Keller, Harald Pechlaner e Frank Go

Editora: Erich Schmidt Verlag (Berlim, 2010)

ISBN: 9783503116119

Preço: $ 39,95 euros