sexta-feira, 12 de março de 2010

Portugal - INVTUR Aveiro (2)

Aveiro é uma cidade hospitaleira, bonita e com ótimos preços. A comida, baseada em frutos do mar, peixes é excelente.

Seus canais e ruas históricas são limpos e muito agradáveis para se flanar a qualquer hora do dia ou da noite. O point é a Praça do Peixe, no centroo da cidade, com bares e restaurantes descolados.


O congresso foi um momento especial de encontro entre portugueses, brasileiros, espanhóis, mexicanos, italianos, ingleses e outras nacionalidades. O público brasileiro é o segundo em número (cerca de 25), contando com muitos estudantes que fazem doutorado nas várias universidades do país. Finalmente os estudantes e professores de turismo brasileiros descobriram que é fundamental uma abertura às idéias do mundo e os contatos com os parceiros internacionais. É o velho e manjado glocal (GLOcal ideias, loCAL context). Acima a professora Mirian Rejowski, feliz da vida assistindo as palestras.


O amigo mexicano Marcellino Castillo Nechar e Alexandre Panosso (os últimos à esquerda)em uma das sessões de debates e exposição.

Os plenários e sessões de debates sempre lotados e com participações intensivas.

O inglês John Tribe é uma das personalidades globais do turismo acadêmico e fez uma das palestras. Ele é da Universidade de Surrey e já esteve várias vezes no Brasil. Detentor de uma das redes mais significativas de pesquisadores e autores (Annals of Tourism Research) possui um ótimo humor e tem especial apreço pelos brasileiros.

A noite é marcada pela gastronomia luzitana. Aí estáo prato de enguias que comemos. É a época do peixe, difícil de ser criado em cativeiro e de sabor instigantemente delicioso.


O almoço é em um dos salões do campus da Universidade de Abeiro. Sempre um bufê, digamos, generoso e que brinda a gula com o que ela tem de melhor: satisfação.

Nada como uma universidade européia: vinho nas refeições e à vontade. É ótimo para fazer um warm up antes das participações.

Outra personalidade intternacional, Jafer Jafari (à esquerda, ao lado do Panosso), agora vivendo no Algarve. Jafari já esteve conosco na USP-Leste e ficou em São Paulo por uns quatro dias.

Se for a Aveiro vá a esse restaurante (O Telheiro), Praça do Peixe. Lá comemos enguias, arroz de robalo, bacalhau, picanha, acompanhados de jarras de vinho da casa. Voltaremos hoje à noite para nos despedir em grande estilo.

Temos encontro marcado com nossas amiguinhas enguias que hoje à noite estarão em nosso prato. O box do mercado onde elas foram fotografadas fica bem em frente ao restaurante O Telheiro e o canal marítimo é bem ao lado. Fresch and slow food.

Essa foto foi hoje de manhã. Agora estou na sala de computadores e vou para minha sessão do congresso onde ffalarei sobre História do Turismo no Brasil. Depois eu conto.











quarta-feira, 10 de março de 2010

Portugal - Congresso INVTUR Aveiro

Na terça-feira ensolarada, depois de dias de chuva, fui de táxi para a estação Santa Apolônia e, no caminho, vi a silhueta de um amor antigo que não via desde 1994 ...


... o navio Funchal (ele mesmo, Maria Clara) e da estação andei a pular em uma cerca do porto para fotografá-lo. Vivi um ano neste navio, em três temporadas de 1979 a 1985, quando estava na Abreu Brasil. Eu era do staff de bordo (onde o João Pereirra, postagem anterior, era o diretor). Pronto, minha visita a Lisboa estava completa.

Daí fui contente apanhar o comboio Alfapendular para Aveiro.

Parece um avião em beleza e é muito mais confortável. Faz a viagem em duas horas e quinze minutos.

As amplas janelas são grossas e deixam o ruído e o frio do lado de fora.

Tem um serviço de bordo básico ...

... e uma primeira classe aconchegante (36 euros).


Ah se os aviões fossem assim tão fáceis de embarcar e espaçosos para vviajar.

Da janela do hotel Imperial Best Western (não recomendo, está velho e mal cuidado) vejo a bela Aveiro sob o sol hibernal...


... com seus canais que lhe dão o nome de Veneza portuguesa.

A cidade tem prédios históricos, restaurantes charmosos, praças amplas e a universidade, com apenas vinte anos, já é referência acadêmica.

O final do inverno deixa os campos iridiscentes. Essa vista é da universidade.

O congresso acontece no prédio da reitoria, em grande estilo.

O saguão da entrada do prédio da reitoria...

... com o selo da Universidade: teoria, poesia e práxis.

A turma do Brasil compareceu significativamente.

Aí estão Félix Tomillo (o doador da biblioteca que chegou na USP-Leste, à esquerda), Alexandre Panosso e Marcelino Castillo (do México).


Os professores Biaggio (Salvador) , Mirian Rejovski (São Paulo) e Marcelino (México).


A cerimônia de abertura foi um momento solene com quatro figuras do turismo internacional...

... Geoffrey Wall (Waterloo University, Ontario, Canadá), Chris Cooper (Oxford Brooks University, Inglaterrra), Dimitrios Buhalis (Inglaterra, mas é grego) e Carlos Costa, da Universidade de Aveiro e responsável pelo congresso que tem números interessantes:
26 países estão presentes
700 participantes
177 apresentações
7 palestrantes principais
196 trabalhos publicados
335 autores.
E muitoo vinho, peixe, conversas e fofocas.





















segunda-feira, 8 de março de 2010

Portugal - os amigos

Obs. Essas postagens em Portugal foram feitas nos hotéis Accor (Íbis e Mercure) que possuem internet free para os hóspedes além de ótimo serviço.

Trabalhei na Agência Abreu do Brasil de 1979 a 2007, lugar onde aprendi muitas coisas além de turismo, como companheirismo, ética e respeito. Não admira que as amizades tenham sobrevido às décadas e oceanos. Aqui estou com João Francisco Ribeiro Pereira, que foi meu chefe no navio Funchal (ele era diretor de cruzeiros e eu seu assessor).Ele está aposentado a dez anos mas mantém o estilo e o bom humor. Nos encontramos para um aperitivo no centro de Lisboa e de lá fomos comer...


... um bacalhau ao Brás, a convite do Artur Abreu, um dos principais gestores da Abreu e que sempre recebe os amigos com muita hospitalidade e espírito de companheirismo. Fomos a um restaurante que não está nos diretórios turísticos de Lisboa. Tome nota: Restaurante A Paz, Largo da Paz, 22-B, Ajuda, Lisboa. Tel. 21.3641503.

Aqui estamos, Artur Abreu, João Pereira (centro) e eu, relembrando os velhos e bons tempos e celebrando o presente e o futuro.



Ganhei de Artur Abreu esta preciosidade. É o primeiro livro contando a história da operadora mais antiga do mundo (sim, não é a Thomas Cook, é a Abreu). A diferença é que a história não estava devidamente documentada e publicada e agora saiu à luz.


Artur Abreu (esquerda) e João Pereira. Falamos dos antigos, dos novos, dos que se foram e dos que virão. Falamos também dos que estão pelo mundo, como a Maria Clara, Glória, Rony, Luciano Fracalanza e um monte de gente. Artur vive em Lisboa mas morou um bom tempo em São Paulo, onde estudou direito no Largo São Francisco (USP). Quando trabalhei na agência, em São Paulo, ele era o diretor principal.


Trocamos memórias e, claro, livros. Levei o Cenários do turismo brasileiro para eles e o João Pereira levou um livro comemorativo para Artur. Aliás, a Abreu está preparando um museu para ser inaugurado em breve. Detalhes depois.

Após o almoço João e eu voltamos a Lisboa e lá o entrevistei informalmente para o blog. Ele foi pela primeira vez ao Brasil em 1971, adora São Paulo e o Japão, trabalhou em cruzeiros marítimos na Rússia, Portugal, Espanha, Itália e Brasil.

Por que ele gosta do Brasil? Pelo desenvolvimento nas últimas décadas, o estado de espírito dos brasileiros, pelo exotismo de lugares como a Amazônia, o cosmopolitismo de São Paulo, pela maneira como foi acolhido, por ser um país tropical, aberto e sem frescuras. Para ele é uma pena que certos paraísos turísticos originais como Phuket (Tailândia), Varadero (Cuba), Havaí, Caribe e República Dominicana tenham se trasnformado em pacotes seriados e anódinos.
De resto, a vida vai bem, bebemos ótimamente e demos risadas desfrutando o presente, agradecendo ao passado e imaginando o futuro. Valeu caros amigos.








Portugal - Os familiares

Entre o seminário em Coimbra e o congresso em Aveiro há um belo final de semana.

No domingo, com um clima meio enfarruscado, apanhei o comboio no Cais do Sodré e fui na direção de Cascais pela segunda vez (no sábado para lá fui almoçar com um grande amigo dos tempos da Abreu Brasil, o Artur Abreu) até a estação de Oeiras.

A ponte 25 de Abril é majestosa e o céu trai um inverno que não quer ir embora.

Em Oeiras tenho algumas preciosidades como minha jovem e bela prima Beatriz...

... e sua irmã, tão jovem e formosa, Vitória, que aí aparece a me fazer uma dedicatória num livro que me foi ofertado como meu primeiro presente de aniversário.


Almoçamos num restaurante indu-nepalense em Oeiras e depois fomos andar na marina da cidade vendo o Tejo e imaginando a história que nos legou a civilização e a cultura européias.


Meu primo, Gabriel, está em Portugal a mais de vinte anos e na sua adolescência, no Brasil, éramos como irmãos. Ele trabalha numa editora de livros (sempre os livros) de arte e tem um grupo musical de chorinho e outras especialidades. Vocês podem ver seus vídeos no youtube (Gabriel Godoi).


O país esteve sempre voltado ao mar...

... não é gratuita a belíssima "Ode marítima" que Fernando Pessoa escreveu com seu coração em sonhos.

Aí está uma parte da família que não vejo tanto quanto queria, mas que quando nos encontramos é uma festa para a existência.

É bom rever os genes e o sangue aparentado que cresce belo e forte do outro lado do Atlântico.

Beatriz e Ale, sua mãe, uma de cada lado do meu coração. Deixo aqui o agradecimento pelo carinho e hospitalidade com que eles sempre me receberam todas as vezes em que tive o prazer de visitá-los em Portugal. Das outras vezes resta o telefone e a internet, com mensagens que a Ale sempre me retorna com muito gosto e sabor. No sábado à noite e no domingo matamos um pouco das saudades transatlânticas.











domingo, 7 de março de 2010

Universidade de Coimbra - Centro de Estudos Sociais

Assim que cheguei em Lisboa, num voo tranquilo da TAP, às cinco e meia da manhã de quinta-feira (4), aluguei um carro e fui a caminho de Coimbra, parando no santuário de Fátima e em Tomar, no Convento de Cristo, uma maravilha histórica e arquitetônica, Patrimônio da Humanidade. Foi uma viagem tranquila e gostosa, em pleno final de inverno ibérico, chuvoso e deliciosamente fresco.

O complexo de Tomar pertencia aos Templários e, com a dissolução da Ordem, passou à Ordem de Cristo que cuidou do lugar e foi um dos lugares onde as articulações políticas e tecnológicas que forjaram as grandes navegações do século XVI aconteceram. Não é a toa que a cruz das caravelas é a mesma das que enfeitam a impressionante arquitetura deste lugar. Foi minha terceira visita a Tomar, a primeira realizada em 1990, com meu amigo Fernando Cruz; em 2000, com meu pai e amigos do Brasil; e agora, só mas feliz por ter uma história com a história fantástica do coração místico de Portugal (Fátima, Tomar, Batalha e Alcobaça).


A região é belíssima...

... e a imponência do castelo, dos claustros, da igreja e do entorno bem demonstram o sentido e significado do lugar para a história do ocidente cristão.

Fui gentilmente convidado pelo prof. Carlos Fortuna, da Universidade de Coimbra, para ministrar um seminário na sexta-feira, no Centro de Estudos Sociais, para professores, doutorandos e mestrandos do prestigioso centro. Acima, Prof. Fortuna e eu. Tive o prazer de desfrutar da hospitalidade local, curtindo a cidade que é um linda e plena de sítios históricos.

Muitos brasileiros fazem pós-graduação ou estágios acadêmicos em Coimbra e cerca de treze pessoas participaram do encontro onde discutimos Urbanismo, entretenimento e vivência.

José Simões, sua esposa Regina e eu num pub irlandês às margens do rio Mondego, em Coimbra. Simões é meu amigo desde que éramos professores do Colégio e curso Integral, de Campinas. Ele é da área de teatro, doutor pela ECA-USP e faz pós-doc em Coimbra. Foi o responsável pelo contato entre a equipe do Prof. Fortuna e eu, quando nos conhecemos num outro seminário na PUC-SP. Foi um dia delicioso, com frio, boas conversas e bons vinhos e comidas da região.
Depois conto o final de semana em Lisboa e mostro minhas priminhas lindas e formosas que vivem na ponta da Península Ibérica.





quarta-feira, 3 de março de 2010

American Express - trouble in brazilian airports

Escrevo este post da sala da American Express no aeroporto de Guarulhos, São Paulo. Estou a caminho de Portugal onde terei atividades nas universidades de Coimbra e de Aveiro (farei postagens a respeito).
Um dos prazeres de ter cartões de crédito ou de milhagem é poder usar as salas especiais dos aeroportos onde há menos tumulto e serviços como internet, café, água, sucos e outras amenidades. O privilégio que eu, possuidor de um cartão American Express (Amex) tenho é perversamente excludente neste momento. Explico. O Banco Bradesco, detentor da operação da Amex no Brasil desde julho de 2006, está em alguma briga com a Amex internacional e TODOS os cartões emitidos no exterior não valem para os aeroportos brasileiros.
Isso significa duas coisas: em primeiro lugar há milhares de estrangeiros no Brasil, clientes da Amex, impossibilitados de usar seus serviços nos aeroportos do país onde essas confortáveis salas existem (São Paulo, Rio e Recife); em segundo lugar, provavelmente haverá represálias, ou seja, não me deixarão entrar nas salas da Amex no exterior porque meu cartão foi emitido no Brasil.
Já passei por isso antes, no Oriente Médio. Fui expulso das salas da Amex porque meu cartão era sul-americano e fiquei revoltado com isso. Preciso passar por um constrangimento desses sendo cliente de uma operadora de crédito desse porte e que jamais me disse que teria restrições em certo tipo de serviços? Afinal, o mundo financeiro não foi globalizado? Todos pagamos generosas taxas anuais para ter esses cartões e merecemos o mínimo: a entrega dos serviços e dos benefícios prometidos. Isso é uma obrigação ética e corporativa da empresa, ou deveria ser.
Essa briga entre o Bradesco e a Amex internacional prejudica milhares de clientes e deixa estrangeiros que visitam nosso país sem confortos aos quais eles tem direitos que deveriam ser respeitados.
Deixo aqui minha solidariedade aos clientes estrangeiros da Amex sem-sala. Se a Amex não resolver essa vergonha ainda há outras soluções, a Diners também promete essas mordomias. Espero que cumpra melhor que a Amex.