quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Christmas at Paulista Avenue - São Paulo

São Paulo está decorada e iluminada para o Natal, desde o centro, até Moema, Jardins, Tatuapé, Lapa e todo o entorno da cidade. Escolhi a avenida Paulista para umas fotos diurnas do devaneio natalino. Quem, no Brasil, tem mais dinheiro para decorações e festas? Claro que os bancos. Ao contrário dos EUA, os bancos brasileiros já sifu no passado e agora desfrutam dos tempos dourados e podem enfeitar suas fachadas. Aliás, a torre do Santander Banespa, no centro, merece um dez pela decoração. Espero que um dia os serviços do banco cheguem ao nível de seu gosto estético, mas isso nem Papai Noel...


Esta sacada boludíssima é do Itaú Personalitté.

O Real Santander criou em seu espaço interno temas de Natais de todo o mundo. É maior espaço decorado e aberto à população na av. Paulista.

Três gerações se admirando e curtindo aquilo que o Natal e a Páscoa mais celebram: a vida.

Pantagruélica refeição dos Papais Noéis no espaço Real-Santander.

Outrora maior banco privado do Brasil, o Bradesco Prime inovou trazendo o trem do Papai Noel para a Paulista. Os veadinhos ficaram desempregados e os anõezinhos tiveram que carregar além dos presentes, o carvão todo a bordo, ou seja, o clima no pólo norte ficou mais gélido com as mudanças mas o bom velhinho ouviu as reclamações, tirou os óculos, coçou as barbas brancas e vaticinou: vão sifu.

Janelas do Bradesco Prime.

São Paulo tem facetas absolutamente pós-arquitetônicas que ficam bem com um toque disneyano de festas sacras.

Não podia faltar a minha igreja particular: São Luiz Gonzaga, o santo jesuíta que morreu aos 22 aninhos puro, casto e virgem. Bem, ele já fez os sacrifícios por todos seus xarás, portanto vamos comemorar. A igreja está discreta e elegantemente decorada, como é de praxe com a estética e sobriedade jesuítica.

Essas bolas prateadas e douradas pendem dos postes de sinalização no meio da avenida e à noite lançam uma esteira de brilho pairando sobre o congestionamento cotidiano.

E aí está o maior banco privado do Brasil. Seguindo a tradição do antigo Bank Boston, fagocitado pelo Itaú, os novos donos resolveram continuar a decorar o belíssimo casarão. Quem sabe agora, com a aquisição do Unibanco, aquele que nem parecia um banco, o Itaú mantenha, além das fachadas natalinas, a qualidade dos cinemas que Unibanco desenvolveu pelo país.

Uma fachada toda feita para você. Aliás, sobre bancos, qual o melhor banco do mundo? Qualquer um, desde que você não precise dele.

Quando se fala em fazer decorações com material reciclado, a possiblidade do resultado ser um lixo é bem grande. Neste caso isso não ocorreu, se bem que a estética resultante pode ser questionada, mas tem seus méritos. A árvore de Natal, na esquina da Paulista com Consolação, foi feita com latas de alumínio, garrafas pet e estrados de madeira.

E ela tem um painel de energia solar no alto que garante autonomia para suas luzes. É uma árvore sustentável, ecológica e sua estética parece proclamar: me reciclei, e daí?

Gostei da árvore pós-lixo e aí está sua ficha técnica.
Inicio amanhã uma viagem para ver papai, em Curitiba, onde as luzes são igualmente fascinantes, e na volta conto as novidades da estrada.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Para ler nas férias


Já fez seu programa de leituras de férias? Sim, porque a não ser que você seja bilionário, um gênio ou um outsider empedernido tem que ler alguma coisa para (tentar) entender as mudanças globais e a sua vida que, certamente, também não está tão direitinha assim. A não ser que você seja ... ou a santidade em pessoa na Terra. Para saber sobre os últimos 50 anos de cultura neste país e se divertir, uma boa é o livrão (foto acima) que acabou de sair com cartuns, reportagens históricas, fotos, entrevistas, fofocas e análises que a Folha Ilustrada fez desde 1958.
Pós-tudo - 50 anos de cultura na Ilustrada, de Marcos Augusto Gonçalves. São Paulo: Publifolha, 2008.
Em termos de romance uma sugestão é Crepúsculo, de Stephanie Meyer, que logo estará no cinema. É sobre vampiros e amores devassos, aquela coisa que a Anne Rice fazia tão bem com Lestat e seus amiguinhos vampiros, antes de se converter ao catolicismo e só escrever sobre a infância de Jesus onde, todos sabemos, não tinha lugar para vampiros.
Se quiser saber sobre essa zona global que capitalismo depravado nos proporcionou, uma boa é O novo paradigma para os mercados financeiros, de George Soros, um dos descolados nos investimentos internacionais e que previu a big shit que assola os mercados. Lançado em fevereiro de 2008, ele afirma que a crise econômica global é mais profunda do que se imagina e isso significa o fim do fundamentalismo do mercado. Boa notícia, mas tampouco é o fim dos Estados Unidos como potência, apesar de dar um toque de menos, menos, na arrogância dos gringos.
Uma análise política e histórica da crise que começou na América é The limits of power - The end of American exceptionalism, de Andrew J. Bacevich (New York: Metropolitan Books, 2008). O autor foi do exército norte-americano (segundo Peter Drucker uma das boas escolas do mundo) e é professor de história e relações internacionais na Boston University. O livro foi indicado por um amigo americano (na verdade de Macao, viveu na Europa e no Brasil e curte seu outono dourado em uma dacha capitalista ianque) que sobreviveu à derrocada dos mercados graças às suas influências e contatos nos porões do Império.
O que ler nesse cipoal de lançamentos? Um blog legal e estiloso para se informar sobre literatura é o da Andrea Kogan: http://www.paginasdarelva.blogspot.com/ .
Andrea é professora de inglês e literatura, conhece música, viagens, turismo, gastronomia e é antenada na teia global. Boas leituras.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Dia Internacional dos Direitos Animais

No domingo, (07/12), foi realizada na avenida Paulista (São Paulo) uma manifestação antecipando o 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Animais. É uma conscientização sobre a problemática envolvendo direitos dos animais em geral. Más condições em viveiros, entretenimento cruel (touradas, rodeios, rinhas, circos), experiência científicas dolorosas e o respeito pela vida são temas que exigem discussão e reflexão.


A natureza e a vida selvagem nos remetem a imagens puras e belas, mas acabam em um romantismo estéril. A realidade mostra o meio ambiente sendo destruído de forma gananciosa e insustentável e isso inclui o trato que fazemos com os animais, seja na natureza ou em nosso convívio urbano e doméstico.


Várias organizações da sociedade civil preocupam-se em informar e orientar as pessoas sobre os direitos em geral. Domingo foi o dia de discutir os direitos animais.

Vida depende de informação, de ética e de militância organizada.

Uma antiga jaula de circo com outros tipos de animais: homo sapiens.

Ninguém - ou nada - é para ficar atrás das grades. As prisões, asilos e hospícios são as manchas ruins da história da civilização.

Por isso que gosto dos circos de acrobacias chineses ou do Cirque du Soleil. A arte é puramente humana, racional, estética. E consensual.


Vida.

Um alô aos humanos.
Uma homenagem à Profa. Valéria Magalhães (EACH-USP), grande incentivadora da causa.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Centro Cultural São Paulo - curvas, luzes e cores

Passear nos jardins suspensos sobre o teto do edifício (acima) ou deixar-se enlevar pela atmosfera tranquila da cultura prazeirosa (abaixo).



O Centro Cultural São Paulo é um lugar descolado com biblioteca, cinemas, palcos, galerias de arte, jardins e espaços belos e abertos em ângulos e planos arquitetônicos ousados.
Acima o letreiro do Centro, no alto do complexo de edifícios. Lá embaixo (não dá para ver) passa a Av. 23 de Maio.
O Centro, foi inaugurado em maiode 1982, obra dos arquitetos Luiz Telles e Eurico Prado Lopes. Foi construído no espaço entre a 23 de Maio e a rua Vergueiro, fruto da desapropriação para a construção da linha Norte-Sul do Metrô, na década de 1970. Na construção foram uilizados vidro, aço, concreto, acrílico, tijolo e tecido.

Amplos espaços inundados pela luz natural que ganha simetrias através dos reflexos recortados do edifício.

Sombras e luzes...


... formas e contrastes in(formais).

Não há melhor lugar para relaxar ou escrever, envolvidos pelas vertentes da cultura, das artes e do ninho arquitetônico.

Vertentes com ângulos, curvas e espaços...

... que se conectam e sobrepõe seus usos e abusos.

Instalações com estéticas cripto-pragmáticas.

Hans-Magnus Enzensberger afirma que o espaço é um luxo contemporâneo. Assim como a exclusividade, a atenção, o silêncio. O tempo.

Tempo e espaço para ver, no meio da Av. 23 de Maio, uma instalação artística que interrompe o fluxo pragmático do trânsito.

Olhar e sentir o espaço. Descobrir o que há por trás das rampas...

Respirar cultura. Transmutar pela arte. Ligar as profundezas à vida verde e luminosa.


Vá ver e curtir pessoalmente: http://www.centrocultural.sp.gov.br/


Turismo ECA USP: 35 anos


O curso da Escola de Comunicações e Artes da USP foi o primeiro curso de turismo em universidade pública no país (o primeiro de todos foi a Faculdade de Turismo do Morumbi - 1971, hoje Anhembi-Morumbi, em São Paulo). Criado em 1972, o curso começou a funcionar em 1973 e formou uma parte significativa dos pesquisadores da área no Brasil. Na sexta-feira, 5 de dezembro, houve uma comemoração íntima na ECA.



O primeiro evento acadêmico de turismo, em âmbito nacional, foi o I Ciclo Nacional Universitário de Turismo e Comunicações, promovido pela ECA em 1973. Em 1975, a ECA sediou o primeiro Congresso Nacional de Turismo (Contur) e em setembro de 1980, realizou o I Fórum Nacional de Turismo e Lazer.


O corpo docente da EACH (Escola de Artes, Ciencias e Humanidades da USP, curso de lazer e turismo) é oriundo, em boa parte, da ECA. Aliás, quem fez algum tipo de pós-graduação no Brasil, na área de Turismo, ou fez ECA ou provavelmente teve aulas com professores oriundos da velha escola. Eu mesmo, sou filho da PUC-Campinas e da Unicamp, mas minha livre docência foi na ECA. Acima os profs. JB (ECA), Ricardo Uvinha (EACH, mas doutor pela ECA) Gleice Guerra (ex-ECA), Mariana Aldrigui (EACH e ex-ECA) e Marcelo Villela (EACH e doutor pela ECA).



A super sorridentes profas. Célia Dias e Débora Braga, coordenadora do curso de Turismo da ECA.



Ricardo Uvinha, Dóris Rushmann (ex-aluna da ECA e implementadora do mestrado da Univali -SC, consultora em planejamento e gestão de turismo) e a primeira graduada da ECA: Mirian Rejowski. Ela também é foi a primeira turismóloga livre docente do país, aposentada da USP, trabalhou no mestrado da Unversidade de Caxias do Sul - RS e agora está na Universidade Anhembi-Morumbi. Mirian também implantou, na USP, a revista Turismo em Análise, hoje em edição virtual.


Profs. Kani e Reinaldo, ambos da ECA.


Profas. Gleice Guerra, Mariana Aldrigui e Regina Almeida (Geografia-USP)


Alunos e professores comemorando os 35 anos do curso, com a placa onde estão os nomes de todos alunos e alunas matriculados atualmente o curso. Estiveram ausentes na comemoração alguns professores veteranos, hoje aposentados, mas que são ícones da primeira geração de docentes: Olga Tulik, Sarah Bacal e Mário Beni.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

EACH - primeiras graduações

A Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP termina seu primeiro ciclo. Inaugurada no início de 2005, com dez cursos de graduação e 1.200 alunos, ela chega no final de 2008 com 4.800 alunos e as primeiras turmas de graduandos. Então é o momento de defesa dos famigerados TCCs (Trabalhos de conclusão de curso). Chiliques, neuroses, caras e bocas fazem parte das defesas, tanto por parte dos alunos/as como dos docentes. Roupas novas, combinações exóticas de cores e modelos, penteados estimulantes e um certo nervosismo teatral montam o cenário das defesas.

A turma que assistiu uma das defesas de TCC do curso de Lazer e Turismo. Priminhas, irmãos e familiares em geral mesclam-se ao ambiente acadêmica no primeiro contato com uma banca. Os que seguirem a carreira acadêmica terão muitos desses momentos pela frente.

Aí está Manuela, uma das alunas que já encerrou o curso ao ser aprovada na defesa do trabalho.

Rafael foi outro postulante entronizado no primeiro nível da academia.

Felizes e contentes a torcida perambula pelos corredores do Titanic (o prédio principal da EACH).


As professoras Jane Marque se Mariana, atentas e meticulosas às defesas. Mariana foi a Torquemada de saias do espetáculo.

Mariana, Geraldo (um dos meus orientandos), eu e Andrea Kogan, amiga e professora especialmente convidada para a festa.
Em tempo: ontem (4 de dezembro) acabou a primeira defesa de professor titular da EACH. Levaram a titularidade a Profa. Dra. Maria Cristina Motta Toledo e o Prof. Dr. Jorge Boueri Filho, os dois primeiros titulares da EACH.